A Investigação Apreciativa (IA) é a metodologia aplicada nos encontros
de conversação do BAWB-Global Forum America Latina. Esse método foi escolhido pois utiliza uma abordagem
construtiva para a mudança e o desenvolvimento organizacional, se apresentando como uma forma de tornar a organização
melhor com base no que ela já tem de bom. Ou seja, a partir do que queremos conservar é que conseguiremos chegar
a ser o que queremos para o futuro.
A IA foi criada nos Estados Unidos pelos professores David Cooperrider e Ronald
Fry, da Case Western Reserve. É utilizada nos encontros de conversação do Global Forum, orientando os
grupos na organização de seus processos criativos e no planejamento de suas ações transformadoras
da sociedade.
Muitas organizações se consideram um problema a ser resolvido. As pessoas fazem reuniões para elaborar uma lista dos problemas e a partir daí procuram as causas desses problemas para elaborar soluções. Na Investigação Apreciativa o foco não é o problema, mas a construção de um futuro desejado com base nas forças existentes. A organização deixa se ser percebida como um problema a ser resolvido e passa a ser a própria solução, como um mistério a ser desvendado.
A aplicação do processo acontece em 4 fases:
DESCOBERTA: fase em que a organização aprecia o que tem de melhor. Exemplos: liderança, relacionamentos, tecnologia, métodos de planejamento, etc. Nesta fase, as pessoas compartilham histórias de sucesso, percebendo a história organizacional como uma possibilidade positiva.
SONHO: envolve desafiar o status quo, criando visão dos resultados que o mundo está querendo.
PLANEJAMENTO: a criação da arquitetura social e tecnológica da organização. Tanto a fase de sonho quanto a de planejamento envolvem a construção coletiva de imagens positivas de futuro. Um aspecto que diferencia a Investigação Apreciativa das outras metodologias de planejamento é que as imagens de futuro emergem de exemplos positivos ocorridos no passado. Essas imagens se tornam possíveis porque estão baseadas em momentos extraordinários da vida organizacional.
DESTINO: nela, as imagens positivas de futuro são sustentadas. É um tempo de aprendizado contínuo, ajustamento e improvisação - tudo a serviço dos ideais compartilhados. É o momento de construir o "olhar apreciativo" na organização em todos os seus sistemas, procedimentos e métodos de trabalho.
A IA, criada nos Estados Unidos pelo Dr. David Cooperrider, é baseada em cinco princípios.
As organizações são percebidas como construções humanas. Construímos nossas realidades baseadas na nossa experiência prévia, e portanto, nosso conhecimento e o destino da organização estão interligados.
A pergunta e a mudança acontecem simultaneamente. Quando se faz uma pergunta a alguém, a pessoa que recebe a pergunta sofre uma alteração de comportamento. A pergunta apreciativa favorece a auto-estima de outra pessoa. As perguntas que fazemos são parte do processo de mudança.
Assim como uma obra de arte pode ter inúmeras interpretações, as organizações humanas podem ser vistas como livros abertos em que as pessoas são co-autoras. Passados, presentes e futuros podem ter inúmeras interpretações e podemos encontrar o que desejamos nas organizações.
As organizações, assim como as pessoas, caminham para onde se questionam (sonhos-imagens). O mais importante recurso que se tem para construir a mudança organizacional é a imaginação coletiva e o discurso a respeito do futuro. Um dos teoremas básicos da visão antecipada da vida organizacional é que esta imagem de futuro é o que de fato guia o comportamento de cada organismo ou organização.
A abordagem positiva tem o poder de agregar, de realimentar. Quanto mais positivas são as questões a serem feitas, mais efetivo é o esforço de mudança. A abordagem positiva tem o poder de agregar, de realimentar. Quanto mais positivas são as questões a serem feitas, mais efetivo é o esforço de mudança.
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