Publicitária, diretora-geral e apresentadora do programa de TV, Mercado Ético.
Eu gostaria de homenagear um mestre, o Ken O’Donnel, coordenador e líder da organização Brahma
Kumaris, com quem eu aprendi algumas coisas. Uma delas é que, se hoje a comunicação não está
reverberando no coração das pessoas, é porque aqueles que fazem comunicação – nós,
os especialistas – estamos descolados de nós mesmos.
Vivemos numa sociedade onde a tônica se encaminha muito para o “ter”, pouco para o “ser”. Pergunta-se
muito “o que você faz?”, “qual o seu currículo?”, “me dê o seu cartão”
e a gente pouco olha para o ser humano, para a grande mãe, Gaia; pouco a gente se conecta a si mesmo.
No meu caso, sustentabilidade começou – e está em processo – aprendendo a me comunicar com o meu
próprio ser. Especialmente no meio da comunicação publicitária, a vertente que hoje prevalece
ainda é a do descolamento do ser humano dele próprio. Quando eu me descolo de mim, eu me sinto frágil
e, portanto, preciso de coisas para expressar a minha identidade.
Eu acredito que a sustentablidade começa com um sentimento profundo de estar conectada comigo, com a minha essência,
o que não tem nada a ver com aquilo que eu tenho ou que eu represento socialmente. À medida que eu me conecto
comigo, eu percebo que posso me comunicar cada vez mais com a vida. E isso me faz sentir parte de uma mega-teia de vida.
Quando eu percebo que eu sou o “Um”, que eu sou todos vocês e todos vocês “me são”,
eu começo a entender o que é dentro do meu coração “sustentabilidade”. Isso gerou
dentro de mim um desejo muito grande de propiciar cada vez mais, através do meu trabalho, essa conexão.
