Mestre em Global Affairs pela Rutgers University e em Estudos Europeus pela Universidade de Hamburgo, Alemanha. Coordena o trabalho das redes do Pacto Global entre países da América Latina e Caribe.
As empresas, no mundo todo, estão cada vez mais abraçando os valores da responsabilidade corporativa e do desenvolvimento
sustentável. Ao lançar o programa Pacto Global, a ONU reconheceu a necessidade de montar uma parceria múltipla
com o empresariado, ONGs e organizações do trabalho. O secretário-geral da ONU, Ban Kin Moon, abraçou
a causa.
As Nações Unidas lançaram o Pacto Global como um conceito para estender as suas mãos ao mundo
dos negócios. No último ano, em Genebra, houve um primeiro encontro deste movimento, no qual conseguimos reunir
mil CEOs de companhias. É um bom sinal.
Na base do Pacto Global há dez princípios que vão de direitos humanos a temas relativos ao local de trabalho,
meio ambiente e combate à corrupção. Em sua essência, este programa é uma convocação
para que o mundo dos negócios se comprometa com esses princípios e realize ações tangíveis
para atingilos, em consonância com os Objetivos do Milênio.
O Pacto Global, desde que foi lançado, tornou-se a maior e mais global iniciativa da cidadania do mundo, reunindo hoje
cerca de 4 mil companhias e mil participantes da sociedade civil e outros grupos não-econômicos. Seus integrantes
estão baseados em 120 países. Em muitos casos eles se uniram localmente para desenvolver redes de Pacto Global,
que podem ser encontradas em mais de 70 países. Entre elas, a rede brasileira é uma das mais fortes.
A necessidade de cooperação para lutar contra desafios coletivos como corrupção e mudanças
climáticas fez com que competidores se unissem de maneira nunca antes imaginada. E a cooperação entre
ONGs e companhias não tem precedentes. É um testemunho da nova habilidade e desejo dos negócios de tratar
desafios sociais e ambientais de maneira pró-ativa.
Outro parceiro estratégico neste processo é o setor universitário. Instituições acadêmicas
e, em particular, as escolas de Administração têm um papel-chave a desempenhar. Por meio da educação,
a academia modela habilidades, competências e a capacidade de tomar decisões dos futuros líderes do mundo
dos negócios. Assim, eles estarão comprometidos a colocar os valores da sustentabilidade e responsabilidade
corporativa no centro das decisões estratégicas e operações das companhias para as quais eles
vão trabalhar.
