• UNINDUS, Universidade da Indústria promove
  • Business as an agent of world benefit

Global Forum América Latina

Empresas, Universidades e Sociedade num mundo sustentável

ENCONTRO DE CURITIBA GERA 80 PROPOSIÇÕES

Distribuídos em 110 grupos, participantes do Global Forum chegaram às propostas utilizando a Investigação Apreciativa.

Criar uma legislação tributária para produtos sustentáveis, com certificação; promover investimentos em educação e reformulação dos currículos escolares, privilegiando sustentabilidade, empreendedorismo e responsabilidade social; disseminar o consumo consciente nos pontos de venda; criar programas de alfabetização sobre sustentabilidade, além de uma agenda permanente de diálogo entre governo, academia, empresas e sociedade civil, estabelecendo ambiente de confiança em torno do tema sustentabilidade.

Estas são algumas das 80 proposições provocativas elaboradas por empresários, representantes da academia, setor público e privado durante o Global Forum América Latina, para que o Brasil e os países latino-americanos promovam o avanço da educação e a formação de novos líderes e gestores, com foco na sustentabilidade.

Essas proposições são a base dos trabalhos das etapas seguintes do Global Forum, começando pelo encontro de julho em Curitiba. O objetivo é transformar em ações práticas a reflexão inicial sobre educação, negócios e sustentabilidade.

“A idéia é promover, a partir de agora, uma chamada coletiva para que os participantes do Global Forum e outras pessoas que desejem se agregar ao movimento se convertam em agentes de iniciativas concretas em favor da sustentabilidade”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures.

Metodologia
As proposições surgidas no Global Forum América Latina resultam de um trabalho compartilhado por todos os participantes. A metodologia aplicada reuniu o público em 110 grupos, cada um deles formado por representantes de empresas, de instituição de ensino superior e de entidades da sociedade civil.

Para chegar às cerca de 80 proposições foi aplicada durante o Global Forum a metodologia da Investigação Apreciativa. Desenvolvida em meados da década de 1980 pelo Dr. David L. Cooperrider, durante estudo de Comportamento Organizacional na Case Western Reserve University, em Cleveland (Estados Unidos), a metodologia é uma abordagem inovadora que, se opondo ao modelo tradicional de pesquisa voltado para a resolução dos problemas, propõe o gerenciamento de mudanças através da busca do que há de melhor, do que “dá vida” a um sistema quando ele está em seu estado mais eficaz e capaz, em termos econômicos, sociais, ecológicos e humanos.

É uma abordagem para a mudança, com a busca pelo melhor das pessoas, das organizações e do mundo ao seu entorno. A Investigação Apreciativa catalisa as novas formas de pensar sobre metas, estratégias e resultados.

Durante o trabalho no Global Forum, os participantes reuniram as reflexões do grupo para criar uma visão compartilhada, com foco na mobilização social através da comunicação dos indivíduos, do diálogo e do relacionamento entre as pessoas. É um método que possibilita a construção coletiva de sonhos e impulsiona ações na busca de um ideal comum.

Os trabalhos foram conduzidos por Ronald Fry, coordenador do departamento de Desenvolvimento Organizacional da Weatherhead School of Management (Case Western Reserve University), e Ante Glavas, consultor organizacional e diretor executivo do BAWB (Business as an Agent of World Benefit).

“O Global Forum foi uma grande oportunidade para discutir o desenvolvimento da sociedade e buscar uma consciência coletiva. A própria metodologia aplicada já é um bom exercício, pois, ao colocar na mesma mesa representantes de diferentes segmentos, abriu caminho para o debate e para a busca do consenso. Foi fantástico”, diz o administrador, professor de graduação e pósgraduação da Unifae, Antoninho Caron.

O consultor em desenvolvimento organizacional e representante da organização Brahma Kumaris no Brasil, Ken O’Donnel, proferiu o depoimento de encerramento do evento chamando os participantes para uma ação coletiva em benefício do planeta. “O mundo está dizendo ‘é tarde’, mas a placa ‘tarde demais’ não foi colocada ainda”, disse.

Para O’Donnel, as dificuldades que o mundo vive exigem ações rápidas. “É muito difícil, do ponto de vista individual, achar que conseguimos mudar isso. Mas, na caminhada, a força do seu propósito é o que vai fazer você romper o obstáculo. Salvar o planeta de si mesmo e a raça humana de sua ignorância é um propósito relevante”, afirmou.


Conheça as principais proposições formuladas durante o Global Forum e Call for Action Curitiba:
 
Criar legislação tributária para produtos sustentáveis com certificação
Investir em educação e reformular o currículo privilegiando sustentabilidade, empreendedorismo e responsabilidade social
Criar um parlamento sul-americano multisetorial de educação para a sustentabilidade
Alterar a Lei 8666 (Lei das Licitações), de forma a exigir que fornecedores do setor público obedeçam a critérios relacionados à sustentabilidade
Criar programa de alfabetização sobre sustentabilidade
Recuperar espaços urbanos degradados
Implantar o SEST Brasil de Educação, com todos os setores da sociedade;
Disseminar a importância do consumo consciente nos pontos de vendas
Inserir no currículo das escolas disciplinas de sustentabilidade
Criar uma agenda permanente de diálogo entre governo, academia, empresas e sociedade civil sobre sustentabilidade, estabelecendo ambiente de confiança
Criar fóruns locais permanentes, destacando a importância das características regionais
Obrigar signatários do Pacto Global a disponibilizar profissional para educar na rede pública. Pacto brasileiro para educação
Formar educadores para a sustentabilidade em todos os níveis de ensino
Criar conselhos regionais e locais voltados para o desenvolvimento sustentável da sociedade
Criar leis que garantam a continuidade de projetos pós-mandato


CALL FOR ACTION GERA 20 INICIATIV AS DE AÇÃO CONCRET A

Call  for action

Encontro foi o primeiro desdobramento do Global Forum América Latina

Vinte iniciativas de ação concreta que aliam educação, negócios e sustentabilidade surgiram como resultado do Call for Action (chamada para ação), encontro realizado nos dias 29 e 30 de julho, no Cietep, em Curitiba, com organização da Unindus, universidade corporativa do Sistema Fiep, com apoio do Sesi e em parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas, Case Western Reserve University (EUA) e Instituto Ethos.

“O Call for Action superou as expectativas. É um grande desafio formular uma plataforma para introduzir e desenvolver o conceito de sustentabilidade em dois dias. Cumprimos nossa missão e saímos do encontro com uma visão clara do que fazer”, disse o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, no encerramento.

Entre as iniciativas que surgiram no encontro destacam-se: resgate dos valores morais e cívicos com a participação engajada da academia e sociedade civil; gestão compartilhada da sociedade civil e governo; fórum pré-eleitoral pela sustentabilidade; criação de um centro de planejamento e execução de projetos estratégicos sustentáveis em rede distribuída; criação de um centro de capacitação transdisciplinar intersetorial de formação; estruturação de agenda de diálogos entre os múltiplos setores; criação de uma rede virtual Global Fórum; criação de subsídios para formação acadêmica transversal para a sustentabilidade; formação para educadores; revitalização dos currículos; inserção da sustentabilidade nos currículos dos ensinos fundamental e médio, entre outros.

Os projetos foram formatados com base em cinco áreas principais: Formulação e implantação de políticas públicas; Geração e gestão do conhecimento da sustentabilidade; Reformulação da educação de forma transversal; Articulação de parcerias em redes; Nova Ética - Valores e protagonismo individual.

CONTINUIDADE

O próximo passo é dar corpo às iniciativas geradas. Os grupos que apresentaram os projetos ficaram responsáveis pela articulação e andamento dessas iniciativas. Nos próximos três meses serão buscados os apoios externos necessários para que os projetos se concretizem.

De acordo com o consultor em desenvolvimento organizacional e representante da organização Brahma Kumaris no Brasil, Ken O’Donnel, os grupos farão sua autogestão e seu próprio monitoramento “Esse desenrolar ficará por conta de cada grupo; a Fiep acompanhará esses passos”, diz O’Donnel.

Na avaliação de Rocha Loures, o Call for Action dará uma contribuição significativa para os próximos passos. “Proporcionamos uma plataforma para que outros grupos partam de uma base mais avançada e que resulte em uma contribuição mais apurada”.

AÇÕES EM TODO MUNDO

Estados do Norte e Nordeste do Brasil também estão se mobilizando para refletir sobre educação e sustentabilidade, tomando como base o Global Forum, realizado em Curitiba. Além dos dois encontros agendados para São Paulo (um preparatório, nos dias 20 e 21 de agosto, e outro nos dias 20 e 21 de novembro), o Banco Bilbao Viscaya decidiu apoiar um evento nesses moldes na Espanha. Na América Latina, o tema será foco de discussão no encontro do Conselho de Empresários da América Latina (Ceal), de 11 a 13 de setembro, em Santa Cruz de La Sierra; e na Assembléia Anual de Decanos das Escolas de Negócio Cladea 2008 (Consejo Latinoamericano de las Escuelas de Administración), em Puebla, no México, de 22 a 25 de outubro, onde o presidente da Fiep será um dos palestrantes convidados.

“O que se espera é a continuidade do movimento e que ele se multiplique em todas as regiões do Brasil, América Latina e planeta, num processo contínuo e permanente nesse crescente desafio da aprendizagem da sustentabilidade”, conclui Rocha Loures.






Instituições Apoiadoras

Iniciativa
  • Sistema fiep
  • Business Benefit
Realização
  • Unindus,
Universidade de Arquitetura
  • FGV
  • Case Western
Patrocínio
  • Sesi
  • Sesi
  • UNIBANCO