Entrevista concedida a Fátima Lisboa Nascimento, colaborador do GFAL em São Paulo.
Servir genuinamente a comunidade gerando autonomia e emancipação, esta é a síntese da proposta
de Cláudia no projeto do Café Igaraí.
Claudia morou quase 10 anos nos EUA. Na época estes movimentos de responsabilidade social e sustentabilidade do terceiro
setor não eram comuns no Brasil . Neste período foi executiva de uma mega corporação na área
de comercio exterior (importação e exportação de utilidades domésticas) e quando retornou
ao Brasil há mais ou menos 3 anos foi convidada para gerenciar a fazenda Cafe Igaraí no interior de São
Paulo, Mococa, por onde tomou conhecimento deste universo no Brasil e fundou o Instituto Vivarta.
Perceber a grande carência existente na região e poder contribuir para atender estas carências para que
não continuem marginalizadas foi um ponto alto de descoberta de sua vocação na vida.
Por meio de um projeto de 5 anos com um grupo de mulheres, ex-lavradoras de café com idades de 22 a 65 anos, ela se
propôs a construir uma ponte entre cidade grande e o interior, formando lideranças capacitadas a protagonizar
suas próprias vidas.
"Para elas, um o desafio maior do que aprender a profissão de artesãs, é garantir a produção
e comercilizar os produtos, explicou Cláudia."
Cláudia está continuamente dedicada a identificar os talentos de cada uma das artesãs, procurando estimulá-las
valorizando seus respectivos universos, região, cultura local, a meio-ambiente da região. Para ela este é
o diferencial do Instituto Vivarta: fazer algo mais consistente e de longo prazo procurando fortalecer esta comunidade para
que ela possa caminhar sozinha futuramente.
