86 resumos científicos e relatos empresariais serão apresentados no Global Forum América Latina,
evento realizado pelo Sistema Fiep, Sesi, Unindus e parceiros de 18 a 20 de junho, em Curitiba
Tecnologias limpas, empreendedorismo e tecnologias sociais, governança corporativa e políticas públicas
e sustentabilidade são alguns dos temas a serem explorados nos 86 resumos científicos e relatos empresariais
a serem apresentados no Global Forum América Latina. O encontro, que acontece em Curitiba, de 18 a 20 de junho, reunirá
universidades, empresas, poder público e sociedade civil para repensar o papel da educação para os negócios,
com foco na sustentabilidade.
Os trabalhos foram selecionados dentre 120 inscritos, avaliados por doutores de todo o Brasil, selecionados pela FGV. Os resumos
estão divididos em doze áreas temáticas: empreendedorismo e tecnologias sociais; eco-eficiência
e produção mais limpa; gestão do relacionamento; políticas públicas e sustentabilidade;
base da pirâmide; tecnologias limpas; governança corporativa; transformação organizacional; finanças
sustentáveis; ética na comunicação e marketing; agronegócio sustentável e mudanças
climáticas.
O Global Fórum se propõe a ajudar a construir caminhos para que a sustentabilidade seja inserida de forma efetiva
nas agendas das organizações. Os resultados desta edição latino-americana serão levados
ao Global Fórum mundial, marcado para 2009.
Tecnologias limpas - O trabalho "Águas de chuvas para usos residenciais", desenvolvido pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro, é um dos destaques na área temática "Tecnologias limpas:
Inovação e reposicionamento para a sustentabilidade". Na avaliação de João Marcelo
do Nascimento, responsável pelo projeto, as águas de chuvas são elencadas como possíveis fontes
alternativas de abastecimento de água, porém falta a consolidação dos dados que relacionem o tipo
de uso pretendido com seu respectivo custo.
Dois países se destacam no design do sistema de coleta e reuso de água de chuva: a Alemanha, que utiliza cisternas
e filtros subterrâneos e apresenta soluções mais completas de reciclagem de água de chuva, e a
Austrália, mais simples, que utiliza filtros de descida e caixas d'água acima do nível do solo.
A Universidade Federal de Goiânia apresenta o estudo "Reciclagem de Pneus", que cria uma nova forma de destinação
de pneus inservíveis, com o objetivo de evitar o seu descarte no meio ambiente e ao mesmo tempo desenvolver um produto
que seja capaz de produzir benefício ambiental.
De acordo com Estevão Julio Walburga Keglevich de Buzin, aluno da universidade e desenvolvedor do projeto, a proposta
é uma solução para os problemas das enchentes em grandes cidades. "Os pneus usados na construção
das mini-cisternas de drenagem serão aqueles já destinados ao descarte. As mini-cisternas de drenagem serão
utilizadas para absorção da água pluvial, podendo ser colocadas em calçadas, parques públicos,
jardins, rotatórias, quintais", explica.
Empreendedorismo e tecnologias sociais - Os trabalhos apresentados na área temática empreendedorismo
e tecnologias sociais descrevem o desenvolvimento e uso destas tecnologias, principalmente com atuação em rede.
Um deles dos trabalhos nesta área é o "5 acessos para o fortalecimento e integração do empreendedorismo
comunitário". Desenvolvido pela Associação Aliança Empreendedora, de Curitiba, o trabalho
apresenta um processo de integração e fortalecimento em rede de microempreendedores e grupos produtivos comunitários
de diversas regiões e realidades mas com necessidades, talentos e ativos comuns e complementares.
De acordo com Rodrigo de Méllom Brito, responsável pelo estudo, o trabalho utiliza uma metodologia integral
de apoio, integração e fortalecimento de grupos produtivos comunitários e microempreendedores e de públicos
e comunidades de baixa renda, envolvendo uma série de parcerias que venham a focar, integrar e fortalecer 5 pilares
estratégicos: acesso a informação e conhecimento, acesso a capital, acesso a mercado, acesso a infra-estrutura
e acesso à cidadania. Esses pilares respondem e completam as 5 maiores lacunas e dificuldades responsáveis pelo
fracasso dos microempreendimentos no Brasil.
"Esta metodologia vem sendo ano a ano comprovada pelos projetos e resultados gerados de aumento no número de postos
de trabalho, produtos criados, canais de venda desenvolvidos e receitas geradas pelos grupos e microempreendedores apoiados",
afirma.
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