Eco-eficiência e produção mais limpa, tecnologias limpas e finanças sustentáveis são
algumas das áreas a serem exploradas. Evento acontece de 18 a 20 de junho, no Cietep, em Curitiba
Eco-eficiência e produção mais limpa, gestão do relacionamento das empresas com seus diferentes
públicos, tecnologias limpas e finanças sustentáveis são alguns dos temas a serem explorados nos
86 resumos científicos e relatos empresariais a serem apresentados no Global Forum América Latina. O encontro,
que acontece em Curitiba, de 18 a 20 de junho, reunirá universidades, empresas, poder público e sociedade civil
para repensar o papel da educação para os negócios, com foco na sustentabilidade.
O encontro é uma promoção da Unindus - universidade corporativa do Sistema Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi).
As inscrições podem ser feitas no site www.globalforum.com.br.
Os trabalhos foram selecionados dentre 120 inscritos, avaliados por doutores de todo o Brasil, selecionados pela FGV. Os resumos
estão divididos em doze áreas temáticas: empreendedorismo e tecnologias sociais; eco-eficiência
e produção mais limpa; gestão do relacionamento; políticas públicas e sustentabilidade;
base da pirâmide; tecnologias limpas; governança corporativa; transformação organizacional; finanças
sustentáveis; ética na comunicação e marketing; agronegócio sustentável e mudanças
climáticas.
O objetivo do Global Fórum América Latina é promover uma reflexão compartilhada quanto a formas
de proporcionar aos estudantes valores e instrumentos que os tornem aptos a agirem de acordo com os requisitos da sustentabilidade.
"Negócios sustentáveis são aqueles em que estão presentes e atuantes competências capazes
de, no mínimo, criar valor econômico-financeiro sem causar danos seja ao meio ambiente seja a terceiros. Também
são aqueles capazes de atender uma necessidade, gerar lucro e, simultaneamente, causar um impacto positivo nas dimensões
sócio- ambiental e política", afirma o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures.
Eco-eficiência e finanças sustentáveis - O trabalho "Programa de Responsabilidade
Ambiental Compartilhada - PRAC" é um dos destaques na área temática Eco-eficiência e produção
mais limpa, que apresentará relatos que tratam da aplicação de estratégias ambientais preventivas
integradas aos processos, produtos e serviços com o objetivo de aumentar a eco-eficiência e evitar ou reduzir
os danos ao homem e ao ambiente.
O Programa foi idealizado em 2000 pela Consultoria, Gerenciamento e Gestão Ambiental Ltda, de São Paulo. Reconhecido
e premiado como ferramenta de gestão na destinação ambientalmente adequada de baterias, o PRAC orienta
as empresas a respeito das licenças ambientais que o transportador e o reciclador devem possuir; realiza a coleta e
o transporte; envia as baterias para a recicladora autorizada e emite o Termo de Responsabilidade Ambiental garantindo ao
cliente a conformidade com a legislação ambiental vigente.
"O grande desafio foi contemplar no programa a conscientização das empresas a respeito dos prejuízos
que o descarte inadequado causa ao meio ambiente, além das penalidades a que elas estavam sujeitas, pois ao analisar
o comportamento das empresas, descobriu-se a prática de venda ou destinação das baterias sem critério
específico", afirma o diretor executivo da Consultoria, André Luis Saraiva.
Outro destaque é a pesquisa "Sustentabilidade em Bancos", da Associação Internacional de Educação
Continuada, em Brasília. De acordo com a pesquisa, uma quantidade crescente de instituições bancárias
está percebendo que ignorar os riscos ambientais e sociais pode acentuar consideravelmente sua exposição
aos riscos relativos ao crédito, conformidade e reputação. Os bancos brasileiros deram um salto qualitativo
na questão da sustentabilidade, obtendo o reconhecimento internacional.
Uma pesquisa da Fundação Brasileira pelo Desenvolvimento Sustentável (FBDS) intitulada The Brazilian
Business Case for Corporate Sustainability (Sustentabilidade Corporativa no Setor Financeiro), aplicada nos setores financeiro
e sucroalcooleiro, mapeou os principais desafios para a incorporação da sustentabilidade na estratégia
de negócios no setor bancário brasileiro. O resultado aponta que o conceito de sustentabilidade é conhecido
em 99% dos bancos pesquisados. Este mesmo percentual de instituições financeiras acredita que as discussões
e estratégias sustentáveis irão crescer internamente nos próximos anos.
"Os bancos avançaram muito no sentido de permear a sustentabilidade na gestão, mas existe uma disparidade
entre as práticas e o resultado efetivo. Um dos principais entraves nesse sentido é a falta de ferramentas para
mensurar o desempenho das instituições nessa área", afirma Marislavo da Silva, responsável
pela pesquisa.
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