A visão corporativa da sustentabilidade, ou seja, como as empresas trabalham com o tema interna e externamente, foi
o foco do Seminário de Apresentação de Resultados do Diagnóstico de Sustentabilidade Corporativa/Paraná,
realizado nesta quarta-feira (18), durante o Global Forum América Latina, qevento ue acontece até sexta-feira
(20), no Cietep.
O seminário apresentou os resultados da pesquisa sobre sustentabilidade iniciada em agosto de 2007 em cinco empresas
paranaenses: Sadia, de Toledo; Volvo, de Curitiba; Masisa, de Ponta Grossa; Romagnole, de Maringá; e Milênia,
de Londrina. A pesquisa foi coordenada pela Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável (FBDS)
em parceria com a Unindus e contou com a expertise técnica do Sesi e Senai.
De acordo com Clarissa Lins, diretora da FBDS, o trabalho foi baseado na evolução do conceito de sustentabilidade
corporativa nas últimas quatro décadas e como essa percepção está moldando o comportamento
das empresas. "As empresas estão mais atentas e sabem que os produtos oferecidos aos consumidores do século
21 não podem ser os mesmos do século 20, que precisam adotar indicadores de ecoeficiência e buscar novos
atores para o processo", disse.
Ela conta que a pesquisa abrangeu cinco aspectos: motivação, alinhamento das diversas áreas da organização;
gestão para sustentabilidade; e práticas de sustentabilidade. Dentre as cinco empresas pesquisadas, apenas uma
demonstrou que pouco se faz com relação ao tema enquanto as outras já têm até implantados
comitês de sustentabilidade, fazem treinamentos internos e apresentam mecanismos de monitoramento de indicadores e incluem
o tema nas decisões de todos os níveis da organização. "É um desafio enorme fazer
tudo isso, mas aqui no Paraná constatamos que há empresas adiantadas neste processo", afirma Clarissa.
Clarissa destaca outro resultado do diagnóstico: a maioria das empresas busca se aprimorar nas ações
de sustentabilidade, seja na criação de novos produtos, na disseminação do conceito interna e
externamente, ou no desenvolvimento de ações mais concretas.
Quanto ao futuro estudo aponta como desafios para as indústrias pesquisadas: ampliar a difusão do conceito,
adequar as estratégias, formar lideranças, consolidar a cultura da sustentabilidade em toda a cadeia, aprimorar
a gestão de indicadores e aprofundar a discussão entre os stakeholders. "Para isso, acredito que a Unindus
e a Fiep devem ser os catalisadores desse processo e replicar essa pesquisa para outras indústrias do Estado",
afirmou Clarissa.
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