Pré-evento que abriu as atividades do Global Forum América Latina, nesta quarta-feira (18), destacou os
benefícios da adesão ao Pacto Global
As vantagens e os desafios para empresas interessadas em serem signatárias do Pacto Global foram abordados nesta quarta-feira
(18) para uma platéia de mais de 200 pessoas, durante a Oficina de COP, primeiro evento paralelo do Global Forum América
Latina. Empresários, organizações não-governamentais e membros da academia foram colocados frente
aos dez princípios trabalhados no Pacto Global, através da apresentação de cases de empresas signatárias.
A CPFL Energia, empresa de distribuição de energia do interior de São Paulo, foi um dos exemplos. Signatária
do Pacto há quatro anos, a empresa inseriu o Programa de Gestão e Desenvolvimento da Ética, que norteia
os princípios da anticorrupção e dos direitos humanos. De acordo com a responsável pela área,
Roselli Cordeiro, são desenvolvidas ações específicas para disseminar a importância da boa
conduta e também para integrar todos os colaboradores em torno do Código de Ética da empresa, documento
que contempla os demais princípios do Pacto Global. "O objetivo é fazer com que cada funcionário
faça suas ações com base na ética", disse, destacando a implantação da Rede
Ética e do Portal de Ética, ambas ferramentas com o intuito de integrar e promover a gestão ética
entre o público interno e externo.
Os programas em prol da anticorrupção do HSBC também foram apresentados. Eliziane Gorniak, coordenadora
dos projetos da área no banco, destacou as ações da área anti-fraude, que realiza procedimentos
para a análise de crédito, levando em conta os códigos éticos de conduta dos clientes. "Empresas
clientes envolvidas no escândalo do mensalão, de 2005, foram detectadas pela área anti-fraude e desligadas
do banco, por exemplo", contou.
Duzentas e vinte e sete empresas brasileiras são signatárias do Pacto Global atualmente. A participação
do Paraná, de acordo com o presidente do Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG), Vitor Seravalli, é
de extrema relevância. "Hoje o Paraná é referência no Pacto", disse. Segundo ele, o grande
desafio para promover uma maior adesão está na sensibilização dos grandes líderes empresariais
de que o tema é fundamental para a sustentabilidade da empresa. "Queremos uma adesão maior, mas sabemos
que isso é um processo que caminha lentamente, pois não basta apenas a quantidade, mas a qualidade com que desenvolvem
suas ações baseadas nos princípios do Pacto", salientou.
Reunião do Comitê Brasileiro
À tarde, o CBPG, formado por representante de 30 empresas signatárias do Pacto, se reuniu para apresentar
sua nova governança e diretrizes de gestão para os próximos meses. Entre os assuntos discutidos, o comitê
debateu novas estratégias de comunicação com o objetivo de ampliar a base de empresas signatárias
e de disseminar os dez princípios empresariais para transformar o planeta, propostos pelo ex-secretário-geral
da ONU Kofi Annan a corporações de todo o planeta.
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