Credito e Dividas

Move Brasil terá R$ 30 bilhões para crédito de veículos

ResumoO Move Brasil é um programa federal sancionado em 14 de julho que disponibiliza R$ 30 bilhões do BNDES para crédito de veículos a trabalhadores. A iniciativa financia carros e motos com juros entre 11,5% e 12,6% ao ano e prazo de até 84 parcelas.

Sancionada nesta segunda-feira (14), a lei que torna o Move Brasil permanente libera R$ 30 bilhões do BNDES para financiar carros e motos de trabalhadores. Juros vão de 11,5% a 12,6% ao ano, com até 84 parcelas.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 15 de setembro de 2026
Move Brasil terá R$ 30 bilhões para crédito de veículos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (14), a lei que institui linhas de crédito no programa Move Brasil para veículos novos. O texto torna o programa permanente e amplia o público atendido, que agora inclui motoristas de transporte escolar.

O Move Brasil passa a contar com R$ 30 bilhões do BNDES para financiar carros e motos de taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores e motoapps. Os juros são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres, com parcelamento em até 84 vezes e teto de R$ 200 mil por veículo. A adesão pode ser feita após 6 meses de cadastro ativo em plataforma.

O que muda com a lei sancionada

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Elias, explicou que o Move Brasil se tornou um programa perene. "O BNDES dispõe de R$ 30 bilhões para gastar ao longo do tempo, de acordo com a demanda das trabalhadoras e trabalhadores", afirmou.

A lei também permite financiar veículos utilitários, além de carros elétricos, híbridos e movidos a etanol e flex. O pedido de habilitação deve ser feito pela internet, no site do Move Brasil.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, citou três frentes de ganho. "Esse programa tem ganhos em várias frentes. Para os trabalhadores; para a economia do país, com recorde na venda de automóveis; e do ponto de vista ambiental, já que o programa foca em carros elétricos, motos elétricas, em carros híbridos. E que também permite que o trabalhador reduza o custo do seu próprio trabalho com combustível", disse.

Lula destacou a possibilidade de o motorista de aplicativo ou entregador comprar o veículo próprio, deixar de alugar carro ou moto e trocar o custo do aluguel pela parcela, com redução do valor pago por mês. "Saber que está construindo um patrimônio, é tudo que o Estado pode fazer", declarou.

Quem acompanha o caixa de quem trabalha por aplicativo sabe que o aluguel do veículo costuma ser o maior desembolso fixo do mês. Trocar essa linha por uma parcela de financiamento muda a natureza da saída: deixa de ser custo puro e vira formação de patrimônio, desde que o prazo de 84 meses caiba no orçamento sem apertar o fluxo de caixa.

Antes de pedir a habilitação, vale comparar o valor da parcela com o aluguel atual e checar se o veículo escolhido se enquadra nas linhas do programa. como calcular o custo real do veículo para motorista de aplicativo

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