Economia

Aécio Neves volta atrás e disputará vaga ao Senado por Minas

ResumoAécio Neves confirmou nesta sexta-feira (28) a candidatura ao Senado por Minas Gerais, revertendo decisão anterior. A mudança ocorreu após a federação partidária abrir mão do nome de Marcelo Heringer. A informação foi divulgada pelo presidente do PSDB. A disputa pela vaga senatorial mineira agora inclui o ex-governador como postulante oficial.

Aécio Neves volta atrás e disputará vaga ao Senado por Minas Gerais. Decisão foi confirmada pelo presidente do PSDB nesta sexta-feira (28). Mudança ocorre após federação abrir mão de Marcelo Heringer.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 28 de agosto de 2026
Aécio Neves volta atrás e disputará vaga ao Senado por Minas

O deputado federal Aécio Neves disputará uma vaga ao Senado Federal por Minas Gerais. A decisão foi confirmada pelo presidente do PSDB nesta sexta-feira (28). "Mudei de rota com um sentimento muito profundo de responsabilidade com Minas Gerais", afirmou Aécio durante o anúncio.

A mudança ocorre após a federação formada por PSDB-Cidadania e PDT informar que abriria mão da candidatura de Marcelo Heringer para viabilizar a entrada de Aécio na coligação do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), ao governo do estado. O registro da candidatura já foi oficializado pelo partido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão representa uma reviravolta nos planos de Aécio para 2026. Em 4 de agosto, o parlamentar havia afirmado que não disputaria nenhum cargo eletivo nas eleições de outubro, algo que ocorreria pela primeira vez em 40 anos de vida pública. "Eu no Senado e presidindo o PSDB, o partido que, proporcionalmente mais deve crescer nessas eleições, acho que terei melhores condições de articular um projeto para 2030 ao centro, realista, que olhe para o Brasil sem extremismos", disse Aécio à imprensa.

O prazo para registro de candidaturas se encerrou em 15 de agosto, mas a legislação eleitoral permite que partidos e federações solicitem a substituição de candidatos até 14 de setembro. Foi esse mecanismo que possibilitou a troca de Marcelo Heringer por Aécio Neves na chapa.

Para o empresário mineiro que acompanha o cenário político, a movimentação altera o tabuleiro eleitoral de Minas Gerais. A entrada de Aécio na coligação de Kalil pode atrair parte do eleitorado de centro e centro-direita, além de dar musculatura à campanha ao governo do estado. Por outro lado, a substituição de Heringer gera atrito dentro da federação, que precisou reverter uma decisão pública para acomodar o novo nome.

O caixa fala antes do balanço: em política, o cálculo eleitoral de curto prazo costuma pesar mais do que promessas de longo prazo. Aos 64 anos, Aécio aposta na capilaridade do PSDB em Minas para conquistar a vaga ao Senado, mas terá de enfrentar o desgaste de 40 anos de vida pública e a rejeição medida nas pesquisas. A decisão, tomada a menos de um mês do pleito, reduz a margem de erro da campanha.

Para quem decide voto, o cenário indica que a chapa ao governo de Minas ganhou um nome de peso, mas a aliança entre PSDB, Cidadania e PDT terá de explicar ao eleitor a troca de última hora. A substituição, permitida pela legislação, é legal, mas o impacto nas urnas só será medido em outubro.

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