Economia

Alcolumbre sobre Lula: relação institucional do futuro

ResumoDavi Alcolumbre, presidente do Senado, elogiou a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, focada na "relação institucional do futuro". O encontro não abordou o passado político. A pauta da PEC 6x1 segue sem calendário definido para votação, permanecendo como tema pendente entre os poderes.

Davi Alcolumbre elogiou reunião com Lula e afirmou que trataram da 'relação institucional do futuro', sem discutir o passado. Ainda não há calendário para a PEC 6x1.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 12 de agosto de 2026
Alcolumbre sobre Lula: relação institucional do futuro

Alcolumbre diz que conversa com Lula tratou da 'relação institucional do futuro'

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), elogiou nesta quarta-feira a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que os dois trataram da "relação institucional do futuro", sem discutir os episódios que provocaram o afastamento entre eles nos últimos meses. Apesar da retomada do diálogo com o Palácio do Planalto, Alcolumbre disse que ainda não há calendário para a votação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1.

O que mudou na relação entre Lula e Alcolumbre

A conversa desta manhã no Palácio da Alvorada foi o segundo encontro entre os dois depois de cerca de três meses de distanciamento. O afastamento começou após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), uma derrota inédita para o governo. Na semana passada, eles já haviam se reunido em um encontro organizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, com a participação do ministro Cristiano Zanin.

Questionado se a relação com o Planalto havia entrado em clima de "paz e amor", Alcolumbre pediu cautela e classificou o encontro como institucional.

"Calma, foi uma reunião institucional. Muito boa, inclusive! Nós conversamos da relação institucional do futuro. Não falamos nada do passado."

Sem calendário para a PEC da escala 6×1

A ausência de uma data definida contrasta com a pressão do governo para votar a proposta antes do primeiro turno. Na terça-feira, o próprio presidente afirmou nas redes sociais que os trabalhadores "não podem mais esperar" pela aprovação da medida.

Ao ser questionado sobre quando pretende colocar a proposta em votação, Alcolumbre afirmou que não há calendário e voltou a destacar a recomposição da interlocução entre os Poderes.

"Calma! Não tem calendário. Teve uma reunião institucional muito importante para a democracia. Porque o presidente do Congresso precisa ter o diálogo aberto com o presidente do Brasil. E esse diálogo foi restabelecido."

O que o governo espera da reaproximação

O encontro foi articulado para discutir a retomada da agenda de interesse do governo no Congresso. O Planalto tenta avançar, antes das eleições, com propostas paradas no Senado, entre elas a PEC da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública, ambas já aprovadas pela Câmara.

Após a reunião, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o diálogo entre Lula e Alcolumbre estava restabelecido e que as pautas de interesse do Executivo haviam sido "destravadas". Segundo ele, porém, o ritmo de tramitação dependerá das negociações conduzidas pelo presidente do Senado.

"Agora é pé na estrada, diálogo, conversa para ver o timing de como é que as matérias vão tramitar, porque depende do presidente do Senado."

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), também disse que Alcolumbre se mostrou "muito aberto" durante a conversa, mas evitou assegurar que a PEC da escala 6×1 será votada antes da eleição. Segundo ela, caberá aos dois conduzir a interlocução com os senadores para definir os próximos passos da proposta.

O que ainda falta para a PEC 6×1 avançar

A fala de Alcolumbre indica que a reaproximação com o Planalto não significa, necessariamente, votação imediata. O presidente do Senado condiciona o avanço das pautas à negociação com os senadores, o que pode levar semanas ou até meses.

Para quem acompanha o Congresso, o recado é claro: o diálogo foi retomado, mas o calendário segue aberto. A campanha de Lula vê o fim da escala 6×1 como uma de suas principais bandeiras eleitorais, e a cobrança para que a proposta avance deve continuar nos próximos dias.

O que muda na prática para o trabalhador

Enquanto a PEC não é votada, a escala 6×1 continua valendo como está. A proposta, se aprovada, alteraria a jornada de trabalho, mas ainda depende de negociação no Senado. Para o trabalhador que acompanha o assunto, a expectativa é de que o diálogo entre os Poderes destrave a votação, mas sem data definida, a espera pode se estender.

Perguntas Frequentes

Quando a PEC da escala 6×1 será votada?

Não há calendário definido. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a reunião com Lula foi institucional, mas não estipulou data para a votação.

O que foi discutido na reunião entre Lula e Alcolumbre?

Segundo Alcolumbre, a conversa tratou da "relação institucional do futuro", sem discutir episódios do passado. O encontro também serviu para alinhar a retomada da agenda do governo no Congresso.

Por que Lula e Alcolumbre estavam afastados?

O distanciamento começou após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF. Desde então, propostas prioritárias do governo deixaram de avançar na Casa.

O que é a PEC da escala 6×1?

É a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1, em que o funcionário trabalha seis dias e folga um. A PEC já foi aprovada pela Câmara e aguarda votação no Senado.

Quem participou da reunião no Palácio da Alvorada?

Participaram o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O encontro foi o segundo entre eles após o período de distanciamento.

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