Alcolumbre escolhe relatores aliados de Lula para pautas prioritárias
Davi Alcolumbre (União-AP) definiu nesta terça-feira os relatores de pautas prioritárias do governo Lula, incluindo a MP que acaba com a taxa das blusinhas. Leila do Vôlei fica com a relatoria.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), definiu nesta terça-feira os relatores de medidas consideradas prioritárias pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A escolha ocorre após retomada do diálogo entre os dois, que estavam afastados desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF.
A senadora Leila Barros (PDT-DF), conhecida como Leila do Vôlei, vai relatar a medida provisória que acaba com a chamada taxa das blusinhas. A MP estava travada e corria risco de perder a validade sem votação, por falta de acordo para instalação da comissão mista. Após reunião entre Alcolumbre, Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na quarta-feira, ficou acertado que o texto será votado antes do dia 8 de setembro. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) presidirá a comissão mista.
Alcolumbre também definiu o senador Eduardo Braga (MDB-AM) como relator do projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos. Cid Gomes (PSB-CE) vai relatar o projeto que cria o Redata, plano nacional de incentivos para data centers. Os três senadores são base de Lula no Congresso e vão concorrer à reeleição em aliança com o PT, com compromisso de dar palanque ao presidente em seus estados.
Na reunião com os presidentes do Senado e da Câmara, Lula definiu cinco iniciativas prioritárias para votação na semana que vem, último período antes das eleições de outubro. Na semana passada, o governo já havia emplacado aliados nas relatorias da PEC do fim da escala 6x1, com Omar Aziz (PSD-AM), e da PEC da Segurança, com Rogério Carvalho (PT-SE). Essas duas propostas estão na CCJ do Senado, mas Alcolumbre ainda não garantiu votação em plenário na próxima semana.
A escolha dos relatores ocorre num momento em que aliados de Flávio Bolsonaro tentam impedir que o Congresso faça acenos ao petista nas vésperas da eleição.