Economia

Aliados de Lula defendem governador interino do Rio para STF

ResumoRicardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro, é defendido por aliados do presidente Lula para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. A indicação é vista como gesto de institucionalidade para enfrentar a crise na Corte. A proposta busca fortalecer a imagem do STF em momento de tensão institucional.

Aliados do presidente Lula passaram a defender a indicação do governador interino do Rio, Ricardo Couto, para a vaga aberta no STF, como gesto de institucionalidade diante da crise na Corte.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 05 de setembro de 2026
Aliados de Lula defendem governador interino do Rio para STF

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a sugerir a indicação do governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre após a divulgação de mensagens que expuseram a proximidade de Daniel Vorcaro, do Banco Master, com o ministro Alexandre de Moraes, e a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado.

A avaliação de aliados próximos é que a escolha de um nome fora do grupo mais próximo ao petista, associado à luta contra a corrupção, possa ser um gesto diante da crise instalada na Corte. O Supremo está com uma cadeira vazia desde outubro de 2025, quando Luís Roberto Barroso anunciou aposentadoria antecipada. Lula indicou o chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, mas o Senado rejeitou o nome, impondo derrota histórica ao presidente.

Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, já teve o nome cotado para uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ) neste ano. Nos bastidores, destacam a proximidade dele com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e a simpatia de integrantes da Esplanada. Lula não é próximo de Couto, mas tem elogiado publicamente sua postura em eventos conjuntos, chegando a chamá-lo de "interventor" e trocando elogios.

Um interlocutor frequente de Lula afirma que há um movimento de convencimento do petista, com apoiadores no entorno próximo, mas pondera que não há martelo batido. O presidente vinha demonstrando desejo de reenviar o nome de Messias, e suas últimas indicações para a Corte foram de pessoas de sua estrita confiança, o que não é o caso de Couto.

A indicação de um nome técnico, sem relações de proximidade com o presidente, seria um gesto de institucionalidade, segundo um aliado. Nas palavras desse interlocutor, seria necessária uma sinalização de "sacrifício" do aliado para "estancar" a crise, embora não saiba se o presidente será convencido. Eventual indicação de Couto não descartaria o novo envio do nome de Messias para outra vaga, apenas adiaria o movimento. Caso Lula seja reeleito, além da vaga de Barroso, poderá indicar outros três nomes ao STF: Luiz Fux, em 2028, Cármen Lúcia, em 2029, e Gilmar Mendes, em 2030.

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