AngloGold retoma planta em MG e volta a processar toda a produção de ouro no Brasil
A AngloGold Ashanti retomou a operação da segunda planta do Complexo Industrial de Queiroz, em Nova Lima (MG), permitindo processar internamente todo o concentrado de ouro produzido no Brasil. Investimento de R$ 105 milhões.
A AngloGold Ashanti retomou neste mês a operação da segunda planta do Complexo Industrial de Queiroz, em Nova Lima (MG). Com isso, a empresa volta a processar internamente todo o concentrado de ouro produzido a partir de suas minas no Brasil, reduzindo a necessidade de exportar parte do material. A informação foi confirmada à Reuters pelo presidente da AngloGold Ashanti Latam, Luis Lima.
O complexo retorna à sua capacidade total instalada de cerca de 280 mil toneladas de concentrado processado por ano, após investimentos de aproximadamente R$ 105 milhões em 2025. A Planta 1 já havia sido retomada em 2024, com capacidade de 140 mil toneladas anuais. Ambas foram paralisadas em 2022, principalmente por adequações no tratamento de efluentes, segundo Lima.
A AngloGold Ashanti, que opera as minas subterrâneas Cuiabá e Lamego em Minas Gerais, afirma ser a única produtora de ouro no país a integrar 100% das etapas produtivas. Além do ouro, a planta de Queiroz produz ácido sulfúrico, insumo para agricultura e indústria, com capacidade de cerca de 240 mil toneladas por ano.
Segundo Lima, a verticalização do negócio foi o grande motivo da retomada, declarou durante o congresso de mineração Exposibram. Sobre investimentos, ele afirmou que a empresa busca basear suas decisões em cenários de longo prazo e ganhos de eficiência operacional, não em oscilações de curto prazo do mercado, mesmo com o preço do ouro em patamares historicamente elevados.