Economia

Ata do Copom, IPCA, balanços: agenda desta terça (11)

ResumoA agenda econômica desta terça-feira (11) concentra-se na ata do Copom, que detalha a decisão de corte da Selic para 14% ao ano, e no IPCA de julho, com previsão de estabilidade. O mercado acompanha ainda os balanços de B3, BTG e Cury, além do consenso de 83 mil vagas de emprego nos EUA.

A terça-feira (11) traz a ata do Copom após corte da Selic para 14% ao ano, o IPCA de julho com previsão de estabilidade e a agenda de balanços de B3, BTG e Cury. O mercado também monitora o consenso de 83 mil vagas nos EUA e a reação aos dados.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 11 de agosto de 2026
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Ata do Copom, IPCA e balanços: o que move o mercado nesta terça-feira

O investidor que acordou cedo nesta terça-feira (11) encontrou uma agenda carregada. O dia começa com a ata da última reunião do Copom, que decidiu cortar a taxa de juros para 14% ao ano. Na sequência, o IBGE divulga o IPCA fechado de julho, com o mercado apostando em estabilidade. No fim da manhã, a temporada de balanços do segundo trimestre esquenta com B3, BTG Pactual e construtoras.

O que a ata do Copom pode revelar sobre a Selic

O documento divulgado nesta terça explica os bastidores da decisão que levou a Selic para 14% ao ano. Para o mercado, o texto é a principal pista sobre os próximos passos da política monetária. A leitura atenta das entrelinhas pode indicar se o ciclo de cortes continua no ritmo atual ou se o Copom adota cautela diante da inflação.

A ata chega em um momento delicado. O IPCA de junho subiu 0,16%, bem abaixo do 0,58% de maio. Se a leitura de julho confirmar a estabilidade, o Copom ganha espaço para manter o afrouxamento. Mas a alta acumulada em 12 meses ainda pede atenção.

IPCA de julho: o que esperar do indicador

O IBGE publica às 9h o IPCA de julho. A estimativa do Bradesco é de variação próxima da estabilidade em relação a junho, puxada pela queda dos preços de alimentos e pelo arrefecimento dos núcleos. A previsão do mercado é de alta de 0,03% na comparação mensal.

O número importa por dois motivos. Primeiro, confirma se a desaceleração vista em junho é consistente. Segundo, influencia diretamente as expectativas para a próxima reunião do Copom. Inflação comportada abre caminho para novos cortes; surpresa para cima, não.

O cenário de curto prazo contrasta com o começo do ano. Janeiro registrou 0,33%, fevereiro 0,70% e março 0,88%. A desaceleração recente é real, mas o acumulado ainda cobra juros altos por mais tempo.

Balanços do segundo trimestre: B3, BTG e construtoras

A temporada de resultados segue intensa. Nesta terça, o destaque fica com B3 (B3SA3), BTG Pactual e as construtoras Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3). No setor de Educação, Vitru (VTRU3) e Cruzeiro do Sul (CSED3) também publicam números.

Os balanços chegam após um Ibovespa em leve queda. O índice recuou 0,19% na segunda-feira, a 172.179,93 pontos, em linha com o mau humor em Wall Street. As petrolíferas, porém, tiveram sessão positiva, impulsionadas pelo avanço do petróleo no exterior.

O que mais agita a agenda desta terça

No campo político, a CNT/MDA divulga pesquisa de opinião sobre o cenário eleitoral. O dia também tem reuniões do presidente Lula: às 9h com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; às 14h40 com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick; às 15h com o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch; e às 16h com as ministras Esther Dweck e Luciana Santos.

Na economia, a FGV publica a primeira prévia do IGP-M de agosto. O indicador acompanha o custo de vida e é referência para reajustes de aluguel.

Mercado de energia: decreto do mercado livre e redução na conta de luz

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o decreto que regulamenta a abertura do mercado livre para consumidores de baixa tensão deve ser assinado nos próximos dias. A norma pode sair ainda esta semana ou na próxima.

Silveira voltou a estimar uma redução de 20% a 22% na conta de luz a partir de novembro de 2028, com a compra direta de energia dos comercializadores. O percentual não considera as parcelas fixas na formação final da tarifa.

Cenário externo: petróleo, Rússia e OMC

Nos EUA, Donald Trump prorrogou por 90 dias a isenção que permite a navios estrangeiros transportarem petróleo entre portos americanos, mas com novos limites. A medida busca aliviar os gargalos logísticos em meio à guerra com o Irã, que eleva os custos dos combustíveis.

Trump também exigiu que o Irã pague indenização por "todas as pessoas que matou e feriu gravemente", em resposta à tentativa iraniana de obter compensação por ataques dos EUA e de Israel. A troca de acusações ocorre antes de uma possível reabertura do Estreito de Ormuz.

Na Rússia, a Suprema Corte impediu o partido liberal Yabloko de concorrer às eleições de setembro, excluindo a única legenda registrada que se opõe à guerra na Ucrânia. A decisão reforça a restrição à dissidência no país.

No plano comercial, os EUA aceitaram o pedido de consulta do Brasil na OMC sobre as sobretaxas impostas a produtos brasileiros. Em documento, os americanos afirmaram estar "à disposição para conversar" com a missão brasileira.

O que observar nos próximos dias

A ata do Copom e o IPCA definem o tom para o resto da semana. Se o documento indicar continuidade dos cortes e a inflação confirmar a desaceleração, o mercado pode precificar novas reduções da Selic. Caso contrário, a cautela volta a dominar.

Para quem opera no curto prazo, os balanços de B3 e BTG trazem sinais sobre o setor financeiro. As construtoras, por sua vez, mostram a saúde do mercado imobiliário. como analisar balanços de empresas

O cenário externo também pesa. A evolução do conflito no Oriente Médio e os preços do petróleo influenciam o Ibovespa e o câmbio. impacto do petróleo no mercado brasileiro

Perguntas Frequentes

O que é a ata do Copom?

É o documento que detalha os argumentos por trás da decisão de juros do Comitê de Política Monetária. Ele traz a análise dos membros sobre inflação, atividade econômica e cenário externo.

Quando sai o IPCA de julho?

O IBGE divulga o indicador nesta terça-feira (11), às 9h. A previsão do mercado é de alta de 0,03% na comparação mensal.

Quais empresas divulgam balanço hoje?

B3, BTG Pactual, Cury, Direcional, Vitru e Cruzeiro do Sul publicam resultados do segundo trimestre nesta terça-feira.

O que significa a redução da Selic para 14%?

É o novo patamar da taxa básica de juros definido pelo Copom na última reunião. A ata desta terça explica os motivos e pode indicar os próximos passos.

Como o IPCA afeta a Selic?

Inflação mais baixa dá espaço para o Copom cortar juros. Se o IPCA vier acima do esperado, o comitê tende a manter ou reduzir o ritmo de cortes.

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