Ataque com explosivos um dia após posse na Colômbia
Um dia após Abelardo de la Espriella tomar posse como presidente da Colômbia, uma explosão em um pedágio no sudoeste do país deixou dois vigilantes feridos. O exército aponta dissidências das FARC como suspeitas.
Ataque com explosivos é registrado um dia após a posse do novo presidente da Colômbia
Um dia após o conservador Abelardo de la Espriella tomar posse como presidente da Colômbia, um ataque com explosivos foi registrado no sudoeste do país. Foi o primeiro incidente deste tipo durante seu governo, conforme divulgado pelo exército colombiano neste sábado, 8.
O que aconteceu: uma explosão atingiu o pedágio de Mandiva, na rodovia Panamericana, principal via do sudoeste do país. Dois vigilantes que cuidavam da infraestrutura sofreram ferimentos leves.
Explosão em pedágio fere dois vigilantes na rodovia Panamericana
De acordo com o exército, um dos vigilantes relatou que a detonação ocorreu em um veículo abandonado por uma pessoa que fugiu em seguida em uma motocicleta. Os militares protegem a área e, com cães treinados, percorrem a região para descartar a presença de outros artefatos explosivos, informou a corporação em sua conta no X.
Posse de Abelardo de la Espriella e a política de segurança anunciada
De La Espriella tomou posse na sexta-feira, 7, na cidade de Cali, no sudeste do país. Na cerimônia, delineou sua política de segurança e advertiu os grupos ilegais: "têm dois caminhos: submeter-se ao império da lei ou enfrentar a força pública".
A fala ganha peso diante do ataque registrado menos de 24 horas depois, no primeiro teste concreto da postura dura anunciada pelo novo governo.
Suspeitas recaem sobre dissidências das FARC, segundo exército
Informações preliminares do exército apontam que o ataque teria sido perpetrado pelas facções Dagoberto Ramos e Jaime Martínez, dissidências da extinta guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) que não aderiram ao acordo de paz assinado há uma década com o Estado.
A atribuição, porém, ainda é preliminar. As investigações seguem em andamento, e a confirmação oficial depende de novos levantamentos.
Ministra dos Transportes condena atentado e promete reconstrução
A ministra dos Transportes, Elsa Noguera, condenou o "atentado terrorista" e assegurou no X que "a Colômbia não vai se ajoelhar diante da violência nem permitir que destruam as obras que conectam nossas regiões". Ela acrescentou que equipes trabalham para restabelecer a mobilidade na área.
O que o ataque revela sobre os desafios do novo governo
A explosão no pedágio de Mandiva expõe um cenário de segurança complexo que o novo presidente terá de enfrentar. Grupos armados que rejeitaram o acordo de paz continuam ativos em regiões estratégicas, especialmente no sudoeste do país.
A rodovia Panamericana é uma via essencial para o transporte e a integração regional. Qualquer interrupção nesse trecho afeta diretamente a economia local e a circulação de pessoas e mercadorias.
Os ferimentos leves dos dois vigilantes indicam que, apesar do susto, não houve vítimas fatais. A resposta rápida do exército, com a varredura da área, busca evitar novos incidentes.
Perguntas Frequentes
Onde ocorreu o ataque com explosivos na Colômbia?
O ataque ocorreu no pedágio de Mandiva, localizado na rodovia Panamericana, no sudoeste da Colômbia.
Quem são os suspeitos do ataque?
Segundo informações preliminares do exército, as facções Dagoberto Ramos e Jaime Martínez, dissidências das FARC, seriam as responsáveis.
Quantas pessoas ficaram feridas?
Dois vigilantes que cuidavam da infraestrutura do pedágio sofreram ferimentos leves.
Qual foi a reação do governo colombiano?
A ministra dos Transportes, Elsa Noguera, condenou o atentado e afirmou que o país não vai se ajoelhar diante da violência. O exército realiza varreduras na região.