Economia

Até 53% da Dívida Pública pode ser corrigida pela Selic

ResumoA Dívida Pública Federal (DPF) pode ter até 53% do estoque corrigido pela taxa Selic em 2026, conforme projeção do Tesouro Nacional no Plano Anual de Financiamento (PAF). A Selic atual, de 14% ao ano, eleva o custo da dívida e pressiona o orçamento público. A revisão do PAF indica maior exposição da DPF à variação da taxa básica de juros.

Tesouro Nacional revisa PAF e projeta que até 53% da Dívida Pública Federal em 2026 seja corrigida pela Selic, hoje em 14% ao ano. Entenda o impacto.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 26 de agosto de 2026
Até 53% da Dívida Pública pode ser corrigida pela Selic

O Tesouro Nacional revisou a composição da Dívida Pública Federal (DPF) e elevou a projeção da parcela corrigida pela Selic para 49% a 53% do total em 2026. A taxa básica de juros está em 14% ao ano. A informação consta da revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgada nesta quarta-feira (26).

A meta para o valor total da DPF no fim de 2026 segue entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. O que mudou foi a composição: com o aumento dos títulos atrelados à Selic, as fatias dos prefixados e corrigidos pela inflação caíram. O prazo médio da dívida foi mantido em 3,8 a 4,2 anos.

Por que isso importa para você? Se você investe em títulos públicos, a notícia indica que o Tesouro aposta na continuidade dos juros altos. Isso tende a manter atrativos os papéis pós-fixados, como o Tesouro Selic, que acompanham a taxa básica. Mas é bom separar a tecnologia do hype: a alta demanda por esses títulos reflete o cenário de juros elevados definidos pelo Copom, não uma promessa de ganho garantido.

O lançamento do Tesouro Reserva, papel atrelado à Selic equivalente aos cofrinhos de instituições financeiras, também contribuiu para a demanda. Em momentos de instabilidade, os prefixados perdem espaço porque os investidores exigem taxas altas, o que complicaria a gestão da dívida. A dívida cambial, por sua vez, segue composta por antigos títulos corrigidos em dólar e pela dívida externa.

A revisão do PAF, tradicionalmente divulgado em janeiro, é um sinal de como o governo lida com o endividamento. Para quem acompanha o mercado, o detalhe relevante é a composição da dívida: quanto mais atrelada à Selic, mais sensível a dívida fica a mudanças na política monetária. O que é a Selic e como ela afeta seus investimentos

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