Bolsas da Europa sobem com reabertura em Ormuz e balanços
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, 4, com queda do petróleo e sinais de reabertura do Estreito de Ormuz. Investidores avaliaram balanços corporativos.
O erro de leitura que derruba gestor de PME é o mesmo que confunde o investidor nesta terça: tratar o preço do barril como destino, quando ele é apenas sintoma. As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta, com o petróleo em queda, após sinais de que o Estreito de Ormuz pode ser reaberto até a quarta-feira, 5. Investidores também avaliaram uma série de balanços corporativos.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, 4, com o FTSE 100 subindo 0,20%, o DAX 0,85% e o CAC 40 0,61%. O movimento acompanhou a queda do petróleo após sinais de reabertura do Estreito de Ormuz e a avaliação de balanços corporativos.
Índices europeus: o número que o caixa mostra
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,20%, a 10.879,38 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,85%, a 26.223,26 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,61%, a 8.666,63 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,26%, a 53.540,50 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,20%, a 20.023,22 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,03%, a 9.169,02 pontos. As cotações são preliminares.
O que moveu a sessão: Ormuz e o tombo do petróleo
Os índices europeus ganharam fôlego após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmar que há possibilidade de um acordo "entre hoje e amanhã" com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Uma fonte da Al Arabiya pontuou que haverá um anúncio nas próximas horas sobre os arranjos para a reabertura completa da via. O petróleo caiu na sessão, e isso pesou nas petrolíferas.
Balanços: quem lucrou e quem cedeu
Na temporada de balanços, a Bayer saltou 3% em Frankfurt, após o conglomerado alemão de agricultura e farmacêuticos voltar ao lucro no último trimestre. A BP chegou a operar em alta ao registrar salto no lucro em meio à volatilidade dos mercados de energia, mas cedeu 4,46% com o tombo do petróleo na sessão. A Lufthansa teve baixa de mais de 8%. O grupo aéreo alemão sofreu forte queda no lucro e estreitou sua projeção de Ebit para 2026. Já o banco britânico HSBC perdeu 0,23% depois de anunciar plano de recomprar até US$ 1 bilhão em ações, metade do que o Jefferies previa, apesar de ter lucrado acima do esperado.
Chips em alta: o setor que ignorou o petróleo
As ações de empresas europeias de chips ficaram em forte território positivo. A fabricante holandesa de equipamentos para semicondutores ASML Holding e sua rival menor ASM International subiram cerca de 4% e 2%, respectivamente. Já a fabricante alemã de chips Infineon Technologies avançou 3,66%.
O que o gestor deve olhar primeiro
Quem gere fluxo de caixa sabe que o preço do petróleo é variável externa, não decisão interna. O gestor que precifica errado quebra empresa boa. A leitura da sessão europeia mostra dois padrões: o setor de chips, que não depende do barril, subiu com força; as petrolíferas, que dependem, cederam. Para o pequeno e médio empresário, o recado é direto: se o seu custo oscila com commodity, proteja a margem antes de projetar crescimento.
Perguntas Frequentes
Por que as bolsas europeias subiram nesta terça-feira?
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta com sinais de reabertura do Estreito de Ormuz e a avaliação de balanços corporativos. A queda do petróleo acompanhou o movimento.
Qual foi o desempenho do FTSE 100?
O FTSE 100, de Londres, fechou em alta de 0,20%, a 10.879,38 pontos, com cotações preliminares.
O que aconteceu com as ações da Bayer?
A Bayer saltou 3% em Frankfurt, após o conglomerado alemão voltar ao lucro no último trimestre.
Por que a BP caiu mais de 4%?
A BP chegou a operar em alta, mas cedeu 4,46% com o tombo do petróleo na sessão, apesar do salto no lucro em meio à volatilidade dos mercados de energia.
Como ficaram as ações de chips na Europa?
As ações de chips subiram com força: ASML Holding e ASM International avançaram cerca de 4% e 2%, e a Infineon Technologies subiu 3,66%.