Economia

Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho, aponta Caged

ResumoO Brasil registrou saldo positivo de 58.568 postos de trabalho com carteira assinada em julho, conforme o Caged. O número representa queda de 57,3% em relação a junho e é o pior resultado para o mês desde 2020. Serviços e construção lideraram as contratações, enquanto o comércio apresentou demissões líquidas.

O Brasil abriu 58.568 postos de trabalho com carteira assinada em julho, segundo o Caged. O saldo é 57,3% menor que o de junho e o pior para o mês desde 2020. Serviços e construção puxaram as contratações; comércio demitiu.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 28 de agosto de 2026
Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho, aponta Caged

O Brasil abriu 58.568 postos de trabalho com carteira assinada em julho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões no mês.

O saldo é 57,3% menor que o registrado em junho, quando o país criou 137.044 empregos formais. Na comparação com julho de 2025, a queda é de 56,3%, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. Em julho do ano passado, foram abertas 133.932 vagas, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Trata-se do resultado mais baixo para meses de julho desde 2020, quando a série passou a considerar a nova metodologia do Caged. Por isso, a comparação com anos anteriores não é possível.

Serviços puxam contratações; comércio demite

Dos cinco setores pesquisados, quatro criaram empregos formais em julho. O comércio foi o único que demitiu mais do que contratou: o varejo dispensou 3.674 pessoas a mais do que admitiu, movimento tradicional para o mês.

Nos serviços, o segmento de transporte, armazenagem e correio abriu 18.150 postos, o maior saldo do setor. Saúde humana e serviços sociais criaram 12.235 vagas. Já a educação fechou 7.352 postos.

Na construção civil, obras de infraestrutura abriram 7.087 empregos formais, seguidas por serviços especializados para construção, com 4.253 vagas.

Na indústria, a fabricação de produtos alimentícios liderou com 6.994 vagas. Na sequência, veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.440) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+1.950).

Regiões e estados

Quatro das cinco regiões registraram saldo positivo. Entre os estados, 22 criaram vagas e cinco eliminaram postos. São Paulo liderou com +17.814 empregos, seguido por Mato Grosso (+5.766) e Minas Gerais (+5.199).

No lado negativo, Espírito Santo (-2.605), Rio Grande do Sul (-903), Tocantins (-366), Santa Catarina (-248) e Distrito Federal (-134). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Espírito Santo as demissões refletem o fim da safra de café; no Tocantins, o comércio e a agropecuária; no Rio Grande do Sul, a indústria do fumo e o comércio.

Com o saldo de julho, o estoque de trabalhadores com carteira assinada chegou a 48.082.866, alta de 0,12% ante junho e de 1,02% na comparação anual.

Leia também

Publicidade