Economia

Centro-esquerda da Suécia lidera e extrema-direita patina

ResumoA centro-esquerda da Suécia lidera as pesquisas eleitorais com três cadeiras de vantagem sobre o bloco do primeiro-ministro Ulf Kristersson. As derrotas do partido de extrema-direita Democratas Suecos reduziram sua influência política, embora analistas apontem que a linha dura na imigração deve continuar no país.

Oposição de centro-esquerda da Suécia aparece com três cadeiras de vantagem sobre o bloco do primeiro-ministro Ulf Kristersson. Derrotas do partido de extrema-direita Democratas Suecos reduziram sua influência, mas analistas dizem que a linha dura na imigração deve continuar.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 14 de setembro de 2026
Centro-esquerda da Suécia lidera e extrema-direita patina

A oposição de centro-esquerda da Suécia parecia ter grandes chances de assumir o poder após uma eleição acirrada que reduziu a influência da extrema-direita. Os resultados preliminares apontavam vantagem estreita de três cadeiras da oposição sobre o bloco de direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson, atualmente no poder.

Os partidos de esquerda que apoiam a líder dos social-democratas, Magdalena Andersson, teriam conquistado 176 cadeiras no Parlamento de 349, enquanto o bloco de Kristersson teria ficado com 173 assentos, segundo a autoridade eleitoral.

O resultado contraria uma tendência europeia de guinada para a direita. Boa parte disso veio das derrotas do partido de extrema-direita Democratas Suecos, que ajudou a conduzir o país, outrora liberal, rumo a algumas das regras de imigração mais rígidas da Europa. O partido perdeu cerca de 11 cadeiras nas projeções, a primeira vez que viu sua participação eleitoral diminuir em uma eleição parlamentar.

O que muda na prática

Mesmo com a centro-esquerda à frente, analistas afirmam que é improvável um retorno às políticas generosas e de portas abertas das últimas décadas. O motivo é o mal-estar dos eleitores em relação aos níveis de imigração e criminalidade.

"Acredito que a mudança mais ampla em direção a uma política de imigração sueca mais rígida veio, em grande parte, para ficar", disse Niklas Bohlin, cientista político da Universidade da Suécia Central.

A eleição opôs uma centro-esquerda fragmentada a uma centro-direita unida que planejava incluir a extrema-direita na coalizão, um passo longe demais para alguns eleitores.

"Se esse resultado se confirmar, a Suécia terá um novo governo", disse Andersson aos seus apoiadores na noite de domingo.

O que observar daqui pra frente

Espera-se que um governo de centro-esquerda mantenha a postura pró-Ocidente e pró-Ucrânia da Suécia. Para quem acompanha o cenário europeu, a leitura é de continuidade na política externa e de ajuste apenas na retórica interna sobre imigração, não em sua direção. como funcionam as coalizões parlamentares na Europa

A vantagem apertada, de apenas três cadeiras, também significa que qualquer governo que se forme terá pouca margem para divergências internas. É um cenário parecido com o de outras democracias parlamentares, em que a governabilidade depende de acordos costurados voto a voto.

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