Economia

Chanel cresce 16% e supera LVMH e Hermès: entenda

ResumoChanel registrou crescimento de 16% nas vendas no primeiro semestre, superando LVMH e Hermès no período. A expansão foi impulsionada pelas novas coleções de Matthieu Blazy, com destaque para o mercado dos EUA e o segmento de joias. A marca francesa consolidou liderança em desempenho comercial entre as principais casas de luxo globais.

As vendas da Chanel cresceram dois dígitos no primeiro semestre, superando LVMH e Hermès. Novas coleções de Matthieu Blazy impulsionaram a receita em 16%, com destaque para EUA e joias.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 05 de agosto de 2026
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Chanel cresce 16% enquanto LVMH e Hermès patinam: o que está por trás

A Chanel registrou crescimento de dois dígitos no primeiro semestre, superando rivais como LVMH. A receita comparável subiu cerca de 16%, segundo pessoa familiarizada com o desempenho, que pediu anonimato. As vendas da divisão de moda, maior unidade, cresceram em percentual semelhante. O estilista Matthieu Blazy, responsável por prêt-à-porter, alta-costura e acessórios, lançou coleções em março que se mostraram muito populares, apesar do cenário geopolítico e de consumo desafiador.

Enquanto isso, as ações de rivais caíram no início das negociações de quarta-feira: a LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton SE caiu até 2%, e a Hermes International SCA recuou até 1,6%, mesmo com alta do mercado europeu. Um representante da Chanel declinou comentar; a empresa de capital fechado publica resultados anuais uma vez por ano e, em maio, reportou crescimento de 1,8%, para US$ 19,3 bilhões em 2025.

O que explica o desempenho da Chanel?

A receita cresceu em todas as regiões, incluindo China e Oriente Médio. Os EUA lideraram, com vendas saltando mais de 25%. Em julho, as tendências se mantiveram, embora o desempenho do ano completo deva ser inferior ao do semestre, pois a base de comparação fica mais difícil. A unidade de relógios e joias finas saltou cerca de 35%, impulsionada pela linha Coco Crush; fragrâncias e beleza subiram cerca de 8%.

A divisão de moda gera cerca de 60% da receita do grupo, enquanto joias finas representam 15% e beleza, 25%.

Comparação com LVMH e Hermès

A Richemont registrou crescimento trimestral de 20% em taxas constantes, com forte demanda por joias Cartier. Já a LVMH viu as vendas orgânicas de sua unidade de moda e couro subirem apenas 1%, divisão que inclui a Christian Dior Couture, sob novo estilista Jonathan Anderson, com desempenho ligeiramente acima da média.

O analista Charles-Louis Scotti, do Kepler Cheuvreux, escreveu que os resultados são "boas notícias para o setor, mais difíceis para os concorrentes", e que a Chanel "provavelmente recuperará participação de rivais como Hermes e Dior".

Impacto para o consumidor

A popularidade apareceu no índice da plataforma Lyst, que mantém a Chanel na primeira posição. Dois produtos se destacam: sapatos de salto verde-claro em couro de crocodilo por € 1.300 (US$ 1.500) e uma bolsa maxi-flap de couro macio por € 8.250. A Chanel é controlada pelos irmãos Alain e Gerard Wertheimer, com patrimônio estimado em US$ 46 bilhões cada, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

Perguntas Frequentes

Por que a Chanel cresceu enquanto LVMH e Hermès patinaram?

As novas coleções de Matthieu Blazy, à venda desde março, atraíram consumidores ricos, com alta de 16% na receita comparável. A LVMH cresceu apenas 1% em moda e couro, e as ações de Hermès caíram até 1,6%.

Quanto a Chanel cresceu nos EUA?

As vendas nos EUA saltaram mais de 25% no primeiro semestre, liderando o crescimento global da marca.

Qual divisão da Chanel mais cresceu?

A unidade de relógios e joias finas cresceu cerca de 35%, impulsionada pela linha Coco Crush.

A Chanel é uma empresa de capital aberto?

Não. A Chanel é de capital fechado e publica resultados anuais apenas uma vez por ano, com crescimento de 1,8% em 2025, para US$ 19,3 bilhões.

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