Ciclone-bomba causa estragos no RS e coloca SP e Rio em alerta
O ciclone-bomba que atingiu o Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (6) deixou um morto, cinco feridos e 118 municípios com danos. A frente fria avança para o Sudeste, com alerta de ventos fortes em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Ciclone-bomba causa estragos no RS e põe SP e Rio em alerta por fortes ventos
O ciclone-bomba que atingiu o Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (6) deixou um morto, cinco feridos e 118 municípios com registro de danos, segundo a Defesa Civil gaúcha. O ciclone extratropical se afasta para o alto-mar e não alcança o Sudeste, mas a frente fria avança pela região, com nuvens se espalhando por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A Defesa Civil alerta para rajadas de vento superiores a 100 quilômetros por hora nos litorais paulista e fluminense.
O que é um ciclone-bomba e por que ele gera ventos tão fortes?
Um ciclone-bomba se forma quando uma área de baixa pressão se intensifica rapidamente, produzindo vendaval, chuvas intensas e mudança brusca na temperatura. O fenômeno recebe esse nome pela velocidade com que a pressão atmosférica cai, criando condições extremas em poucas horas.
Estragos no RS: morte, feridos e 118 municípios afetados
No Sul, a morte foi registrada na cidade de Montenegro, na Grande Porto Alegre, após a queda de uma árvore sobre um motociclista de 33 anos na RS-124. Pedro Osório, outra das cidades gaúchas mais castigadas, suspendeu as aulas na rede municipal e o transporte de alunos para Pelotas após um tornado acompanhado de tempestade com granizo.
Em todo o Estado, 332 mil domicílios chegaram a ficar sem energia elétrica, na área de cobertura de duas concessionárias, mas o serviço foi restabelecido na maioria dos imóveis. Há pelo menos 121 desabrigados.
Falta de água em Porto Alegre afeta 45 bairros
O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre informou que, com o temporal, a Estação de Tratamento de Água São João, que atende mais de 600 mil pessoas, e 12 Estações de Bombeamento de Água Tratada ficaram sem energia elétrica. Por isso, ao menos 45 bairros da capital registraram baixa pressão ou falta de água desde a noite de quinta-feira, 6.
Previsão para sexta: transtornos não devem se repetir
Segundo Ana Maria Hermes, diretora do Departamento de Gestão de Risco da Defesa Civil, a perspectiva é de que os transtornos não se repitam nesta sexta. "O ciclone já avançou e não representa mais grandes ameaças para a região", disse.
São Paulo: ventos interrompem Porto de Santos e suspendem aulas
Em São Paulo, as rajadas de vento pela manhã chegaram a interromper o Porto de Santos, assim como a travessia de balsas até o Guarujá. O mesmo serviço também foi paralisado entre São Sebastião e Ubatuba, no litoral norte paulista. As operações foram retomadas ainda pela manhã.
As prefeituras de Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas na rede pública nesta sexta-feira. Já a Prefeitura de Itanhaém suspendeu as atividades na rede pública apenas no período da manhã.
Baixada Santista: região de maior risco por causa da Serra do Mar
Uma das regiões com previsão de ventos mais fortes no Estado é a Baixada Santista. Conforme o meteorologista da Defesa Civil de São Paulo, William Minhoto, a região está entre as áreas de maior risco porque a Serra do Mar impede a ascensão dos ventos, funcionando como refletor que pode aumentar ainda mais a intensidade das rajadas.
Na semana passada, São Paulo teve três mortes durante a passagem de rajadas de vento forte, duas no litoral e uma no interior.
Rio de Janeiro: Estágio 2 de alerta e aulas suspensas
A cidade do Rio de Janeiro amanheceu em Estágio 2 de alerta nesta sexta-feira, devido aos ventos moderados e fortes registrados durante a madrugada. A Defesa Civil emitiu aviso às 5h05, recomendando que os deslocamentos sejam feitos apenas em caso de necessidade.
A rede municipal suspendeu aulas preventivamente. A prefeitura e o governo do Estado recomendaram também a antecipação do fim do expediente.
Orientações da Defesa Civil para a população
As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores, estruturas metálicas e placas de publicidade. Na semana passada, duas pessoas morreram após a queda de um muro em Santa Teresa, na capital fluminense.
Qual a diferença de um ciclone comum para um ciclone-bomba?
O que diferencia um ciclone comum de um ciclone-bomba é a intensidade do fenômeno. "Se a diferença de temperatura for mais drástica, essa corrente em altos níveis será mais forte, fazendo com que a pressão na superfície diminua mais rapidamente", explica Micael Cecchini, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, apoiado pelo Instituto Serrapilheira.
Perguntas Frequentes
O ciclone-bomba vai atingir São Paulo e Rio de Janeiro?
O ciclone extratropical se afasta para o alto-mar e não alcança o Sudeste. A frente fria, porém, avança pela região, com nuvens se espalhando por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e alerta para rajadas acima de 100 km/h nos litorais.
Quantos municípios gaúchos registraram danos?
Segundo a Defesa Civil gaúcha, 118 municípios tiveram registro de danos. A morte foi em Montenegro e houve suspensão de aulas em Pedro Osório.
O que fazer durante um alerta de ventos fortes?
Evite áreas com árvores, estruturas metálicas e placas de publicidade. Reduza deslocamentos e siga as orientações da Defesa Civil local.
Por que a Baixada Santista é uma região de maior risco?
A Serra do Mar impede a ascensão dos ventos, funcionando como um refletor que pode aumentar a intensidade das rajadas, conforme o meteorologista William Minhoto.
As aulas foram suspensas em quais cidades paulistas?
Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas na rede pública. Em Itanhaém, a suspensão foi apenas no período da manhã.