Economia

CNJ afasta juiz flagrado bebendo vinho e fumando em sessão

ResumoO Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou o juiz Milton Lívio Lemos Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), após flagra do magistrado bebendo vinho e fumando durante sessão por videoconferência. A Corregedoria Nacional de Justiça determinou o afastamento cautelar do cargo, com investigação sobre conduta incompatível com a função jurisdicional. A decisão gerou repercussão pública e interna no TJMG.

A Corregedoria Nacional de Justiça afastou o juiz Milton Lívio Lemos Salles, do TJMG, após flagra bebendo vinho e fumando em sessão por videoconferência. Entenda a decisão e a repercussão.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 12 de agosto de 2026
CNJ afasta juiz flagrado bebendo vinho e fumando em sessão

CNJ afasta juiz flagrado bebendo vinho e fumando durante sessão do TJMG

O aperto que você sente ao ver um vídeo desses circulando é o mesmo que levou a Corregedoria Nacional de Justiça a agir rápido. Na terça-feira (11), o CNJ afastou o juiz Milton Lívio Lemos Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), depois que ele apareceu bebendo vinho e fumando durante uma sessão de julgamento por videoconferência. A cena, gravada na segunda-feira (10), viralizou nas redes sociais e colocou em xeque a conduta de quem deveria julgar com sobriedade.

O que aconteceu na sessão do TJMG

O episódio ocorreu durante uma sessão online. Nas imagens que circularam, o magistrado aparece de bermuda, bebe diretamente de uma garrafa de vinho e fuma enquanto participa do julgamento. A transmissão foi suspensa assim que o consumo de álcool foi percebido. O TJMG informou que pediu apuração "imediata e rigorosa" do caso.

A decisão do corregedor nacional de Justiça

O afastamento foi decidido pelo corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques. Para ele, a conduta é incompatível com as exigências do cargo e compromete a imagem do Judiciário. Em nota, Campbell afirmou que "o consumo de bebida alcoólica diretamente da garrafa e o ato de fumar diante da câmera, durante sessão de julgamento em curso, à vista das partes, dos advogados e dos demais integrantes do colegiado, configura, em juízo de cognição sumária, conduta frontalmente incompatível com os deveres de urbanidade, sobriedade e respeito à função jurisdicional".

O corregedor também avaliou que a repercussão do caso poderia abalar a confiança pública nas decisões judiciais. Por isso, entendeu que a permanência de Salles na função representaria risco aos processos sob sua responsabilidade e à própria imagem institucional do Judiciário.

Medidas cautelares: o que muda agora

Além do afastamento, o magistrado foi proibido de frequentar dependências do TJMG, tanto de primeira quanto de segunda instância. A medida é cautelar e continuará valendo até uma nova análise do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ou seja, a situação de Salles ainda não tem desfecho definitivo.

Quem é o juiz afastado

Salles atua como juiz convocado em colegiado de segunda instância do tribunal mineiro, na área de direito de família. Segundo o Portal da Transparência do TJMG, ele recebeu remuneração líquida de R$ 83,5 mil em julho. Um valor que chama atenção, mas que não justifica, por si só, qualquer conduta. O que pesa aqui é o comportamento diante da câmera.

A defesa do magistrado: acusações e polêmica

Após a repercussão, Salles publicou um vídeo no qual afirmou ser alvo de "difamação" e fez acusações contra integrantes do TJMG, do Supremo Tribunal Federal e contra o ministro Alexandre de Moraes. "São todos uns corruptos, falo isso com conhecimento de causa. Estou cansado. Muito cansado", declarou. As declarações ampliaram o debate sobre a postura de quem ocupa cargos públicos.

O que esperar dos próximos passos

Agora, o CNJ deve analisar o caso em profundidade. A medida cautelar pode ser mantida ou revista. Para quem acompanha a situação, a pergunta que fica é: como garantir que episódios assim não se repitam? A resposta passa por uma fiscalização mais rígida da conduta de magistrados em sessões remotas.

Perguntas Frequentes

O juiz foi demitido?

Não. O afastamento é uma medida cautelar, ou seja, provisória. A decisão final caberá ao CNJ após nova análise do caso.

O que motivou o afastamento?

O juiz foi flagrado bebendo vinho diretamente da garrafa e fumando durante uma sessão de julgamento por videoconferência. A conduta foi considerada incompatível com o cargo.

O juiz pode voltar ao trabalho?

Sim, se o CNJ entender que não há risco. Mas, por enquanto, ele está proibido de frequentar as dependências do TJMG.

O que diz a defesa do juiz?

O magistrado nega as acusações e afirma ser vítima de "difamação". Ele também fez acusações contra membros do TJMG, do STF e contra o ministro Alexandre de Moraes.

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