MP das blusinhas: Congresso adia comissão que analisa fim da taxa
A instalação da comissão mista que analisa a MP que acabou com a taxa das blusinhas foi adiada nesta quarta por falta de acordo. Nova tentativa às 18h30.
Congresso adia instalação de comissão que analisa MP do fim da taxa das blusinhas
Se você acompanha o noticiário de perto, já sabe: a instalação da comissão mista que vai analisar a medida provisória (MP) que acabou com a chamada "taxa das blusinhas" foi adiada nesta quarta-feira. Falta acordo entre as lideranças do Congresso sobre o comando do colegiado. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que presidia a reunião, suspendeu os trabalhos e marcou uma nova tentativa para as 18h30 de hoje.
O que aconteceu na reunião de instalação da comissão?
Randolfe Rodrigues, que conduzia a reunião, declarou a sessão suspensa em razão da ausência de acordo entre as lideranças para a designação da presidência e da relatoria. A reabertura foi marcada para as 18h30 desta quarta-feira. O impasse está justamente na definição dos nomes que ocuparão os dois principais postos da comissão.
Por se tratar de uma comissão mista, formada por deputados e senadores, a presidência do colegiado ficará com a Câmara dos Deputados, enquanto a relatoria será indicada pelo Senado. É nessa divisão que a negociação travou.
O que está em jogo com a MP do fim da taxa das blusinhas?
A comissão será responsável por analisar a MP que derrubou a cobrança de 20% sobre compras internacionais. A medida foi editada pelo governo após a avaliação de que a chamada "taxa das blusinhas" poderia gerar desgaste político para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um ano eleitoral.
O texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado até 8 de setembro para não perder a validade. Caso a MP caduque, a cobrança de 20% sobre as compras internacionais voltará a vigorar. O prazo apertado preocupa o governo, que teme que a oposição e parlamentares contrários à medida deixem a MP caducar como forma de provocar um desgaste eleitoral para Lula, pouco antes das eleições.
O que dizem os líderes do Congresso?
Antes do recesso parlamentar, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reuniu com representantes do varejo, que fizeram apelos para que a medida não avançasse no Legislativo. Segundo relatos, Alcolumbre não apresentou um calendário para a análise da proposta nem indicou qual seria sua posição sobre o texto.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por outro lado, afirmou na terça-feira que a MP precisa ser analisada nas próximas semanas para evitar que a cobrança volte a vigorar. "A MP vence em meados de setembro. Então, para que essa taxação não volte, é necessário que o Congresso trate desse tema nas próximas semanas. Eu irei tratar disso no colégio de líderes e com o presidente Alcolumbre, já que será uma comissão mista", disse Motta.
O calendário apertado do Congresso
O Congresso terá duas semanas de esforço concentrado em agosto e setembro, com sessões de votação previstas entre os dias 10 e 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. A segunda janela termina poucos dias antes do prazo final para a votação da MP.
Se os parlamentares não chegarem a um acordo até a nova reunião desta quarta-feira, Randolfe afirmou que a instalação será novamente adiada, desta vez para quinta-feira. O relógio corre, e cada dia sem comissão instalada aproxima o texto do vencimento.
O que esperar daqui para frente?
O cenário é de incerteza. A falta de acordo sobre a presidência e a relatoria é o primeiro obstáculo concreto, mas não será o único. A pressão do varejo, a preocupação do governo com o desgaste eleitoral e a resistência da oposição formam um cenário complexo.
Para quem acompanha o tema, a recomendação é ficar atento ao desfecho da reunião das 18h30. Se a comissão for instalada, começa a corrida contra o relógio para votar o texto até 8 de setembro. Se não for, o adiamento para quinta-feira apenas adia um problema que não vai desaparecer sozinho.
Perguntas Frequentes
O que é a taxa das blusinhas?
É a cobrança de 20% sobre compras internacionais, que a MP em análise no Congresso derrubou. Se a MP caducar, a cobrança volta a vigorar.
Qual o prazo para a MP ser aprovada?
O texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado até 8 de setembro para não perder a validade.
O que acontece se a MP não for votada?
Caso a MP caduque, a cobrança de 20% sobre as compras internacionais voltará a vigorar.
Quem são os principais envolvidos na negociação?
O senador Randolfe Rodrigues conduz a reunião de instalação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, são protagonistas nas articulações.
Quando será a próxima reunião da comissão?
A nova tentativa de instalação está marcada para as 18h30 desta quarta-feira. Se não houver acordo, a instalação será adiada para quinta-feira.