Copel lucro 2T: alta de 82,6% com comercialização e distribuição
A Copel viu seu lucro líquido saltar 82,6% no segundo trimestre, para R$1,05 bilhão, puxado por comercialização e distribuição de energia. Entenda os números.
Copel vê lucro subir no 2T, com ganhos na comercialização e distribuição de energia
A Copel (CPLE3) registrou lucro líquido de R$1,05 bilhão no segundo trimestre, alta de 82,6% frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado em balanço nesta quarta-feira, foi impulsionado pelo desempenho positivo dos negócios de comercialização e distribuição de energia.
Em resumo: a elétrica paranaense lucrou R$1,05 bilhão no 2T, com avanço de 82,6% na comparação anual, graças a ganhos na comercialização e na distribuição de energia.
O que explica o salto no lucro da Copel?
O lucro recorrente, que exclui o efeito da repactuação do uso do bem público (UBP) de algumas hidrelétricas, alcançou R$645,1 milhões, 42,6% acima do registrado há um ano. Já o Ebitda recorrente somou R$1,61 bilhão, aumento de 20,8% no comparativo anual.
Entre as unidades de negócio, um dos destaques foi a comercialização de energia, com ganhos de R$75 milhões ligados à gestão do portfólio de geração.
Como a Copel ganha com a arbitragem de energia?
Assim como outros geradores hidrelétricos, a Copel se beneficia da modulação e arbitragem de submercados. A elétrica aciona seus ativos, principalmente hidrelétricas, nos horários em que a energia é mais cara, e aproveita diferenciais de preços entre submercados do setor.
O CEO da companhia, Daniel Slaviero, disse à Reuters que a estratégia acertou: "A gente acertou bastante na estratégia, seja nos momentos em que nós vendemos energia a preços bons.... e a gente sempre deixa um volume (descontratado) para liquidação no curto prazo".
Ele também classificou as hidrelétricas da Região Sul como ativos "premium" para suprir déficits de potência no sistema elétrico nacional, especialmente no fim da tarde. "Quem tem isso aproveita 'spikes' de preços".
Distribuição de energia cresce 7,2% com economia do Paraná
Outro destaque foi o segmento de distribuição, que registrou alta de 7,2% do mercado faturado, impulsionado por maior atividade econômica no Paraná, expansão da base de clientes e temperaturas mais elevadas.
Alavancagem e espaço para crescer
A Copel encerrou o trimestre com alavancagem de 2,9 vezes a dívida líquida sobre Ebitda, patamar considerado "ótimo" com base nos novos parâmetros aprovados este ano. Isso abre espaço para "boas alocações" de capital, apontou o CEO.
O vice-presidente financeiro, Felipe Gutterres, lembrou que a Copel terá mais espaço no balanço a partir de 2030, quando se encerram os investimentos em expansão de capacidade hidrelétrica, mas há flexibilidade para "acionar opcionalidades" até lá.
O Ebitda ajustado somou R$1,774 bilhão entre abril e junho, alta de 33% na comparação anual. As projeções compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$6,95 bilhões.
Copel fica de fora de leilões de transmissão e baterias
Sobre oportunidades via leilões, a tendência é que a Copel não participe do próximo certame de transmissão de energia nem do que contratará baterias. "Nós estamos enxergando retornos muito baixos, não atrativos, em especial por causa da alta competição... Retornos muito baixos, de um dígito, para nós não fazem sentido", disse o CEO.
Perguntas Frequentes
O que é o lucro recorrente da Copel?
É o lucro que exclui efeitos extraordinários, como a repactuação do uso do bem público (UBP) de hidrelétricas. No 2T, foi de R$645,1 milhões, alta de 42,6%.
Como a Copel ganha com a comercialização de energia?
A companhia modula a geração de suas hidrelétricas para vender nos horários de preço mais alto e aproveita diferenças entre submercados. Isso gerou ganhos de R$75 milhões no trimestre.
Por que a Copel não vai participar dos próximos leilões?
A empresa considera os retornos baixos, de um dígito, não atrativos, especialmente pela alta competição nos certames de transmissão e baterias.
O que é a alavancagem de 2,9 vezes?
É a relação entre dívida líquida e Ebitda. Para a Copel, esse patamar é considerado "ótimo" e abre espaço para novas alocações de capital.
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