Economia

Déficit da Alemanha com China sobe 37,5% no 1º semestre de 2026

ResumoO déficit comercial da Alemanha com a China atingiu cerca de 55 bilhões de euros no primeiro semestre de 2026, registrando alta de 37,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações alemãs para o mercado chinês caíram 12%, enquanto as importações provenientes da China cresceram 8,9%, conforme dados da GTAI.

O déficit comercial da Alemanha com a China subiu para cerca de 55 bilhões de euros no primeiro semestre de 2026, com exportações alemãs em queda de 12% e importações em alta de 8,9%, segundo dados da GTAI.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 10 de agosto de 2026
De consultoria a plataforma: R$ 500 milhões da Ludfor em ene

O déficit comercial da Alemanha com a China aumentou no primeiro semestre de 2026, mesmo com a potência asiática seguindo como principal parceiro comercial do país europeu. Dados preliminares divulgados neste domingo pela agência estatal Germany Trade & Invest (GTAI) mostram que o saldo negativo saltou de 40 bilhões para cerca de 55 bilhões de euros na comparação com o mesmo período do ano anterior.

As exportações alemãs para a China caíram mais de 12% em relação ao primeiro semestre de 2025, somando pouco menos de 37 bilhões de euros entre janeiro e junho. Com isso, a China passou a ser apenas o nono maior mercado para os produtos alemães, à medida que as empresas chinesas reduziram a dependência das importações europeias.

O que mudou desde 2021

Em 2021, a China era o segundo maior mercado de exportação da Alemanha. Naquele ano, a Alemanha vendeu ao país asiático mercadorias no valor de 104 bilhões de euros, apesar dos efeitos da pandemia. Quatro anos depois, o cenário é outro: o setor manufatureiro alemão enfrenta dificuldades tanto com as tarifas dos Estados Unidos quanto com a concorrência chinesa, o que está provocando grandes cortes de pessoal em gigantes da indústria, como a montadora Volkswagen.

Importações chinesas em alta

Enquanto as exportações recuam, a China vende cada vez mais para a Alemanha. As importações alemãs da China aumentaram 8,9%, para 91,8 bilhões de euros no período. O comércio total entre os dois países ultrapassou 128 bilhões de euros, 3 bilhões a mais do que o volume registrado com os Estados Unidos.

Por que as exportações caíram

Corinne Abele, especialista em Ásia Oriental do GTAI, aponta as razões para o declínio: "As razões para o declínio das exportações para a China são a economia doméstica fraca e o crescente foco (chinês) nas cadeias de valor domésticas". Ou seja, a China está produzindo internamente o que antes importava da Europa, e a Alemanha sente o impacto direto nas contas externas.

O que isso significa para a indústria alemã

A queda nas exportações não é um fenômeno isolado. Ela soma-se às tarifas dos EUA e à concorrência chinesa, pressionando o setor manufatureiro. Os cortes de pessoal na Volkswagen são o sintoma mais visível de um problema estrutural: a Alemanha perde espaço num mercado que já foi seu segundo maior destino de vendas. impacto da concorrência chinesa na indústria europeia

Perguntas Frequentes

Por que o déficit da Alemanha com a China aumentou?

Porque as exportações alemãs caíram mais de 12% enquanto as importações da China cresceram 8,9%, ampliando o saldo negativo de 40 bilhões para cerca de 55 bilhões de euros no primeiro semestre de 2026.

Qual é o valor atual do déficit comercial?

Cerca de 55 bilhões de euros no primeiro semestre de 2026, ante 40 bilhões no mesmo período de 2025, segundo dados da GTAI.

A China ainda é o principal parceiro comercial da Alemanha?

Sim, apesar da queda nas exportações alemãs, a China segue como principal parceiro comercial, com comércio total de 128 bilhões de euros no período.

O que explica a queda das exportações alemãs?

A economia doméstica chinesa fraca e o foco crescente em cadeias de valor domésticas, segundo Corinne Abele, especialista do GTAI.

Como a indústria alemã está reagindo?

Com cortes de pessoal em gigantes como a Volkswagen, pressionada por tarifas dos EUA e concorrência chinesa.

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