Durigan nega inércia da União para salvar BRB e cobra plano de negócios
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta quinta-feira (6) a alegação de inércia da União no processo para salvar o Banco de Brasília (BRB) e cobrou do governo do DF um plano de negócios para liberar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões.
Durigan nega inércia da União para salvar BRB e cobra plano de negócios
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta quinta-feira (6) a alegação de "inércia" da União no processo para salvar o Banco de Brasília (BRB). A acusação, feita pelo governo do Distrito Federal, causou profunda insatisfação nas equipes que trabalham para viabilizar o acordo. Durigan cobrou do DF a apresentação de um plano de negócios para destravar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões.
A resposta direta: o governo do DF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova audiência de conciliação sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões para capitalizar o BRB, alegando inércia da União e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O ministro Luiz Fux agendou a audiência para o dia 13.
Por que a acusação de inércia irritou a Fazenda
A fala do governo do DF sobre inércia da União não foi bem recebida na equipe econômica. Durigan afirmou que a alegação causou "profunda insatisfação" entre os técnicos que atuam no caso. "As equipes têm trabalhado bastante em cima desse tema, e hoje me trouxeram essa insatisfação, que atrapalha esse processo que já está em curso", disse a jornalistas na portaria da Fazenda.
O ministro sinalizou que levará essa indignação à audiência pública marcada pelo ministro Luiz Fux para a próxima quinta-feira. "Estarei na audiência pública na próxima quinta-feira, designada pelo ministro Fux, para levar, inclusive, essa fala de indignação das equipes."
O tom cauteloso do ministro reflete o estágio delicado das negociações. O acordo, firmado na mesa do STF, depende de informações adicionais para ser concluído.
O que falta para liberar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões
Segundo Durigan, o que falta para concluir o acordo e liberar o empréstimo é a apresentação de mais informações sobre um plano de negócios por parte do governo do DF e do BRB. Essa etapa é considerada essencial para convencer o FGC e os bancos a liberarem os recursos.
"Se o BRB, como eu disse na reunião com o ministro Fux, tem um plano de recuperação crível, basta apresentar aos bancos, ao FGC, que certamente vai avaliar e tomar a decisão de fazer o empréstimo", explicou o ministro.
A cobrança por um plano de negócios detalhado é o ponto central do impasse. Sem ele, a análise de risco do FGC e dos bancos não avança.
Problemas do BRB têm origem criminosa, diz ministro
Durigan voltou a afirmar que os problemas do banco do DF são de origem criminosa e partem do próprio BRB e do governo do DF. O banco precisa ser capitalizado para lidar com as perdas decorrentes da compra de ativos falsos que eram do Banco Master, de Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.
A declaração reforça a posição do governo federal de que a responsabilidade pela crise do BRB não é da União. A capitalização, nesse contexto, é uma medida para mitigar danos, não um reconhecimento de culpa.
Acordo no STF é o único possível, afirma Durigan
O ministro descartou qualquer possibilidade de alterar os termos do acordo firmado no Supremo. "O acordo que foi estabelecido no Supremo, na mesa do ministro Fux, é o único acordo possível", disse.
Ele acrescentou que o próprio STF pode esclarecer aos bancos que as garantias ofertadas pelo governo do DF são suficientes. Essa sinalização pode ser decisiva para destravar a liberação dos recursos.
O que esperar da audiência de conciliação no STF
A audiência marcada pelo ministro Luiz Fux para o dia 13 será o próximo capítulo dessa negociação. O governo do DF pediu a nova reunião sob a alegação de inércia da União e do FGC no cumprimento do acordo.
A expectativa é que o encontro sirva para alinhar as condições do plano de negócios e reduzir a desconfiança entre as partes. O desfecho depende da apresentação de informações consistentes pelo BRB e pelo governo do DF.
Para quem acompanha o caso, a pergunta central é: o plano de negócios do BRB será considerado crível pelo FGC e pelos bancos? A resposta define o rumo da capitalização.
Impacto para clientes e economia do DF
A capitalização do BRB é relevante não só para o banco, mas para a economia do Distrito Federal. O banco é uma instituição pública que atende servidores e empresas locais. A demora na solução pode gerar insegurança no mercado e afetar o crédito na região.
O consumidor comum, que não acompanha os detalhes do acordo, sente os efeitos na ponta: restrição de crédito, juros mais altos e menor oferta de serviços bancários. A crise do BRB é um caso em que o custo do problema aparece na vida de quem depende do banco.
Enquanto o impasse persiste, a recomendação para correntistas é acompanhar os desdobramentos da audiência no STF. A transparência sobre o plano de negócios será o fator que pode destravar ou prolongar a crise.
Perguntas Frequentes
O que o ministro Durigan disse sobre a inércia da União?
Durigan negou a alegação de inércia da União no processo para salvar o BRB, afirmando que as equipes trabalham no caso e que a acusação causou insatisfação.
Qual é o valor do empréstimo para capitalizar o BRB?
O empréstimo necessário para capitalizar o Banco de Brasília é de R$ 6,6 bilhões, conforme o acordo firmado no STF.
O que falta para liberar o empréstimo ao BRB?
Falta a apresentação de mais informações sobre um plano de negócios por parte do governo do DF e do BRB, para convencer o FGC e os bancos a liberarem os recursos.
O acordo do BRB pode ser alterado?
O ministro Durigan descartou alterações, afirmando que o acordo firmado no STF é o único possível.
Quando será a nova audiência de conciliação?
A audiência foi agendada pelo ministro Luiz Fux para o dia 13.