Economia

Eduardo Bolsonaro critica vacinação obrigatória: veja a fala

ResumoEduardo Bolsonaro criticou a vacinação obrigatória de crianças no Brasil, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em vídeo publicado nas redes sociais. O deputado federal defendeu o modelo texano de imunização e afirmou ter assinado declaração para isentar a própria filha da exigência. A fala ocorre em meio ao debate sobre autonomia parental e políticas públicas de saúde.

Eduardo Bolsonaro publicou vídeo criticando a vacinação obrigatória de crianças no Brasil, prevista no ECA. Ele defendeu o modelo texano e disse ter assinado declaração para isentar a filha.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 09 de agosto de 2026
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Eduardo Bolsonaro critica obrigatoriedade de vacinas no Brasil: entenda a declaração

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou nesta sexta-feira, 7, um vídeo em que critica a obrigatoriedade da vacinação para crianças brasileiras. A lei está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A declaração foi feita em sua conta no X, antigo Twitter, e repercutiu entre apoiadores e críticos.

O que Eduardo Bolsonaro disse sobre vacinas e liberdade

No vídeo, Eduardo afirmou que, no Brasil, o governo obriga todas as crianças a se vacinarem. Ele usou a expressão "papai Lula" para se referir ao presidente e disse que, se algo der errado, ele não será responsabilizado. A fala completa foi: "No Brasil, papai Lula obriga que todas as crianças se vacinem com tudo quanto é tipo de coisa. E se der alguma coisa errado, certamente ele não será o responsabilizado".

A crítica central do ex-parlamentar é a ausência de responsabilização do Estado em caso de efeitos colaterais. Para ele, os pais é que sabem o que é melhor para os filhos, e não deveria existir responsabilização compartilhada com o Estado.

A declaração no Texas: o que Eduardo Bolsonaro fez

Eduardo Bolsonaro disse ter assinado uma declaração no Texas, estado em que se exilou com a família, para isentar a filha da obrigatoriedade de vacinação e matriculá-la em uma escola. Ele detalhou o processo: "Imprimi esse papel em casa aqui, do governo do Texas, assinei, trouxe em uma espécie de cartório, só que sem fila. Paguei 10 dólares e tá feita a declaração juramentada, onde eu fico responsável pela minha filha não tomar vacinas".

O ex-deputado afirmou que o modelo texano deveria ser adotado no Brasil. A declaração juramentada, nesse modelo, transfere a responsabilidade da decisão para os pais, algo que ele defende como política de liberdade.

A crítica à fabricante de vacinas durante a pandemia

Eduardo Bolsonaro também mencionou que uma grande fabricante de vacinas, durante a pandemia, isentava-se de responsabilidade por eventuais efeitos colaterais na própria bula do produto. Para ele, esse episódio reforça a necessidade de o Brasil copiar a política americana, que classificou como uma política de liberdade.

A declaração não nomeia a fabricante, mas aponta uma prática que, segundo ele, evidencia a falta de responsabilização. Ele disse: "Até porque se ocorrer algum efeito colateral, ninguém do governo vai ser responsabilizar. Ou talvez muito pelo contrário, né? Vão até abafar uma investigação, que só aumenta a suspeita".

O que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

A obrigatoriedade da vacinação infantil está prevista no ECA, que é a lei que garante a proteção integral de crianças e adolescentes no Brasil. A lei determina que é dever do Estado e da família assegurar a vacinação das crianças. A crítica de Eduardo Bolsonaro se opõe diretamente a esse dispositivo legal.

A discussão ganha contornos políticos, já que Eduardo é irmão do candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A defesa da liberdade de escolha dos pais em relação à vacinação é um tema recorrente entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A polêmica sobre responsabilização e liberdade

O argumento central de Eduardo é a responsabilização. Ele afirma que, se um efeito colateral ocorrer, ninguém do governo será responsabilizado, e que pode até haver abafamento de investigação. Essa desconfiança em relação ao Estado é o que motiva sua defesa do modelo texano.

A declaração juramentada no Texas, segundo ele, é um exemplo de como a responsabilidade pode ser transferida aos pais. Ele pagou 10 dólares pelo serviço, sem fila, e pôde matricular a filha na escola. O modelo, na visão dele, é mais simples e mais justo.

O que isso significa para o debate sobre vacinação no Brasil

A fala de Eduardo Bolsonaro reacende o debate sobre a obrigatoriedade de vacinas no Brasil. De um lado, a ciência defende a imunização em massa para proteger a população. De outro, há quem veja a obrigatoriedade como uma violação da liberdade individual.

A posição do ex-deputado é clara: os pais devem ter a palavra final. Ele não cita dados científicos, mas aposta na confiança dos pais em relação aos filhos. A polêmica deve seguir nos próximos dias, especialmente em ano eleitoral.

Para quem acompanha o tema, é importante separar a tecnologia da vacinação do debate político. As vacinas têm eficácia comprovada, mas a decisão de vacinar ou não segue sendo um campo de batalha ideológico no Brasil e no mundo entenda a eficácia das vacinas.

Perguntas Frequentes

Eduardo Bolsonaro é contra todas as vacinas?

No vídeo, ele critica a obrigatoriedade e defende que os pais decidam. Ele não se declarou contra todas as vacinas, mas contra a imposição pelo Estado.

O que é a declaração juramentada no Texas?

É um documento oficial que isenta a criança da vacinação obrigatória, transferindo a responsabilidade para os pais. Eduardo pagou 10 dólares para obter a declaração.

A vacinação é obrigatória no Brasil?

Sim, a obrigatoriedade está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina o dever do Estado e da família em garantir a vacinação das crianças.

Quem é responsabilizado se uma criança tiver efeito colateral?

A discussão é complexa. No Brasil, a responsabilidade pode recair sobre o Estado ou a fabricante, mas Eduardo argumenta que ninguém é responsabilizado na prática.

O que é o ECA?

O Estatuto da Criança e do Adolescente é a lei que garante a proteção integral de crianças e adolescentes, incluindo a obrigatoriedade da vacinação.

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