Eneva (ENEV3) permuta térmica a carvão por empresa no Pecém
A Eneva (ENEV3) anunciou permuta de participações com a Diamante Geração: cede a usina térmica a carvão em Itaqui e recebe R$400 milhões em dinheiro, mais o controle da Porto Pecém Transportadora de Minérios (PPTM), no Complexo do Pecém.
A Eneva (ENEV3) anunciou nesta quarta-feira uma permuta de participações societárias com a Diamante Geração. O negócio envolve a alienação da usina termelétrica a carvão em Itaqui, no Maranhão, em troca do controle de uma empresa no Complexo do Pecém, no Ceará, e de R$400 milhões em dinheiro.
Pelo acordo, a Eneva transfere à Diamante 100% das ações da Itaqui Geração. Em contrapartida, assume 100% da Porto Pecém Transportadora de Minérios (PPTM), que será usada na implementação do terminal de importação, armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) no Pecém.
A usina a carvão de Itaqui tem capacidade instalada de 360 MW. Seus contratos regulados seguem vigentes até 21 de dezembro de 2027. A térmica venceu um leilão de capacidade neste ano, garantindo um contrato de 10 anos com início em 1º de agosto de 2031.
A operação prevê que a Diamante pague à Eneva R$400 milhões em dinheiro. Há ainda uma parcela contingente adicional de até R$467 milhões, caso haja antecipação do contrato da termelétrica de Itaqui vencido no leilão de capacidade deste ano.
A Eneva também informou que foi notificada de que a Diamante não tem interesse em exercer a opção de compra de 30% dos projetos de geração do 'Hub Ceará'.
O movimento reforça a aposta da Eneva no gás natural, deixando para a Diamante um ativo de carvão com contratos longos. Quem acompanha o setor elétrico vê a troca como uma forma de a companhia ganhar caixa e posição em infraestrutura de GNL, enquanto reduz exposição a uma fonte mais poluente. A conta final, porém, depende de a parcela contingente se confirmar, o que só ocorrerá se o contrato da térmica for antecipado.