EUA avaliam nova rodada de tarifas sobre semicondutores
O governo dos EUA avalia uma nova rodada de tarifas sobre semicondutores, que pode atingir laptops, consoles e servidores. Entenda o cenário.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está avaliando uma nova rodada de tarifas abrangentes sobre semicondutores, informou o site de notícias Politico nesta quinta-feira, citando oito pessoas a par das discussões. A proposta pode mudar o jogo para quem importa tecnologia para o Brasil, já que o impacto tende a chegar nos preços de eletrônicos.
Segundo a reportagem, a nova proposta tarifária poderia incidir sobre uma gama mais ampla de produtos tecnológicos. Em vez de visar apenas os microchips, as tarifas também se aplicariam a produtos que os utilizam, como laptops, consoles de videogame e servidores de centros de dados. Para quem está organizando o orçamento, isso pode significar eletrônicos mais caros no médio prazo.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, é a favor de uma estrutura que vincule a isenção das tarifas para empresas estrangeiras a investimentos na fabricação de chips nos EUA, a fim de impulsionar a produção local, segundo a reportagem. Washington também está considerando um período de transição para as novas tarifas, e a estrutura ainda pode sofrer revisões substanciais nas próximas semanas ou meses.
A Reuters não conseguiu verificar imediatamente a informação. A Casa Branca e o Departamento de Comércio dos EUA não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse em maio que não havia previsão de novas tarifas iminentes a serem impostas pelos EUA sobre semicondutores, mas que era importante proteger o setor com tarifas para facilitar a repatriação da produção de chips.
Para quem acompanha o noticiário econômico, a sinalização é de que o governo americano quer usar tarifas como moeda de troca para atrair fábricas de chips para o território americano. Ainda não há definição, e o cenário pode mudar nas próximas semanas. como tarifas dos EUA afetam importados no Brasil