Exportações do Brasil aos EUA caem 5,0% em julho; China sobe 8,6%
As exportações do Brasil aos EUA caíram 5,0% em julho de 2026, somando US$ 3,638 bilhões. Para a China, as vendas subiram 8,6%, com superávit de US$ 4,255 bilhões no mês.
Exportações do Brasil aos EUA caem 5,0% em julho; para a China, sobem 8,6%
As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos caíram 5,0% em julho de 2026, somando US$ 3,638 bilhões no mês, ante US$ 3,829 bilhões em julho de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 6, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Em julho, as vendas para os EUA recuaram, mas as compras de produtos americanos subiram 0,6%, totalizando US$ 4,276 bilhões, ante US$ 4,253 bilhões em igual mês do ano passado. O resultado foi um déficit de US$ 638 milhões na balança comercial com o país norte-americano.
Acumulado do ano: queda de 12,2% nas exportações aos EUA
No acumulado de janeiro a julho de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os Estados Unidos caíram 12,2% e atingiram US$ 20,951 bilhões. As importações também caíram, 10,4%, totalizando US$ 23,225 bilhões. Nesse período, a balança comercial com os EUA apresentou déficit de US$ 2,274 bilhões.
O dono de PME que exporta ou importa precisa acompanhar esses números de perto. A queda nas exportações para os EUA pode sinalizar mudança de demanda, mas também abre espaço para diversificar mercados. O caixa fala antes do balanço: saber para onde vão seus produtos é decisão de sobrevivência.
China: exportações sobem 8,6% em julho
Pelo lado da China, o cenário foi oposto. As exportações de produtos brasileiros para o país asiático cresceram 8,6% em julho de 2026, somando US$ 10,673 bilhões no mês, ante US$ 9,824 bilhões em julho de 2025.
As importações vindas da China também cresceram, 7,8%, totalizando US$ 6,418 bilhões no mês, ante US$ 5,955 bilhões em igual mês do ano passado. Com isso, o Brasil teve superávit de US$ 4,255 bilhões com o país asiático no sétimo mês deste ano.
Acumulado com a China: superávit de US$ 24,063 bilhões
No período de janeiro a julho de 2026, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para a China cresceram 19,7% e atingiram US$ 69,026 bilhões. As importações cresceram 8% e totalizaram US$ 44,963 bilhões. Consequentemente, a balança comercial com a China apresentou superávit de US$ 24,063 bilhões.
Para o empresário que pensa em expansão, o dado mostra uma concentração clara: a China puxa o crescimento, enquanto os EUA seguram o resultado. Diversificar não é moda, é proteção contra choque de demanda.
O que os números significam para a sua empresa
Quem vende para fora sabe que cada ponto percentual muda o planejamento. A queda de 5,0% nas exportações aos EUA em julho, somada ao recuo de 12,2% no acumulado, indica um mercado mais fraco. Já o avanço de 8,6% para a China, com alta de 19,7% no ano, mostra onde está o dinamismo.
Importador brasileiro também sente o efeito: comprar dos EUA ficou 0,6% mais caro em julho, enquanto as importações da China subiram 7,8%. Precificar errado quebra empresa boa, então revisar margens com base nesses fluxos é tarefa de todo mês.
Perguntas Frequentes
Por que as exportações para os EUA caíram em julho?
Os dados da Secex mostram queda de 5,0% nas vendas para os EUA em julho de 2026, com recuo de 12,2% no acumulado do ano. A fonte não indica causa específica.
Qual foi o superávit com a China em julho?
O Brasil teve superávit de US$ 4,255 bilhões com a China em julho de 2026, com exportações de US$ 10,673 bilhões.
Como ficou a balança comercial com os EUA no acumulado?
No acumulado de janeiro a julho de 2026, o déficit com os EUA foi de US$ 2,274 bilhões, com exportações de US$ 20,951 bilhões e importações de US$ 23,225 bilhões.
Onde encontro os dados oficiais?
Os números foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta quinta-feira, 6.