Economia

FGV: gasolina, etanol e café recuam e ajudam IGP-M cair 0,5% em junho

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,5% em junho, segundo a FGV. A deflação foi puxada pelos recuos nos preços da gasolina, do etanol e do café. O resultado interrompe uma sequência de altas e alivia a pressão sobre os custos empresariais.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 30 de junho de 2026
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O IGP-M caiu 0,5% em junho, puxado por recuos nos preços da gasolina, do etanol e do café, segundo a FGV. A gasolina recuou 1,2%, o etanol caiu 2,8% e o café teve queda de 3,1%, esses três itens foram os principais responsáveis pela deflação do índice (FGV, IGP-M junho/2026). O resultado interrompe uma sequência de altas e alivia a pressão sobre os custos empresariais.

O que explica a queda de 0,5% no IGP-M de junho

A deflação de junho foi puxada por três componentes com peso relevante no índice: combustíveis, etanol e café. Segundo a FGV, a gasolina caiu 1,2% no mês, o etanol recuou 2,8% e o café teve queda de 3,1% (FGV, IGP-M junho/2026). Esses recuos compensaram altas em outros itens, como alimentos in natura e serviços.

Gasolina e etanol: impacto direto no bolso do consumidor

A gasolina responde por cerca de 5% do IGP-M. A queda de 1,2% em junho reflete a redução nos preços do petróleo no mercado internacional e a política de preços da Petrobras. O etanol, que caiu 2,8%, também foi influenciado pela safra de cana-de-açúcar, que aumentou a oferta.

Café: queda sazonal alivia custos

O café, que tem peso de aproximadamente 1,5% no índice, caiu 3,1% em junho. A redução é sazonal, típica do período de colheita, quando a oferta aumenta e os preços ao produtor caem. Para o empresário, isso significa alívio em custos de insumos e de reposição de estoques.

IGP-M acumulado em 12 meses: ainda em alta, mas com tendência de desaceleração

Apesar da queda mensal, o IGP-M acumula alta de 4,2% em 12 meses até junho. Esse patamar é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o índice acumulava 5,8% (FGV, IGP-M 12 meses). A desaceleração reflete a combinação de quedas em commodities e a política monetária restritiva do Banco Central.

Impacto nos contratos de aluguel e nos custos empresariais

O IGP-M é usado como indexador de cerca de 70% dos contratos de aluguel no Brasil. Para quem tem contrato com vencimento em julho, a queda de 0,5% em junho pode representar uma redução no reajuste anual, dependendo do índice acumulado em 12 meses. Empresas que usam o IGP-M para corrigir contratos de prestação de serviços também podem se beneficiar.

O que esperar para os próximos meses

A tendência do IGP-M depende de fatores como o preço do petróleo, a safra de cana e o comportamento do câmbio. Se o dólar continuar estável e as commodities agrícolas mantiverem preços baixos, o índice pode registrar novas quedas. O Banco Central monitora o indicador como um dos termômetros da inflação ao produtor, que antecede a inflação ao consumidor IGP-M e inflação ao consumidor: como se relacionam.

Perguntas Frequentes

O que é o IGP-M?

O IGP-M (Índice Geral de Preços, Mercado) é calculado pela FGV e mede a variação de preços de matérias-primas, produtos agropecuários e serviços. É usado como referência para reajuste de aluguéis e contratos.

Por que o IGP-M caiu em junho?

A queda de 0,5% foi puxada pelos recuos na gasolina (-1,2%), no etanol (-2,8%) e no café (-3,1%), segundo a FGV.

O que significa a queda do IGP-M para o empresário?

Para quem tem contratos indexados ao IGP-M, a queda mensal pode reduzir o reajuste anual. Além disso, a deflação indica alívio em custos de insumos, como combustíveis e café.

O IGP-M acumulado em 12 meses ainda está alto?

O IGP-M acumula alta de 4,2% em 12 meses até junho, abaixo dos 5,8% do mesmo período do ano anterior (FGV).

Como o IGP-M afeta o aluguel?

Cerca de 70% dos contratos de aluguel usam o IGP-M como indexador. A variação acumulada em 12 meses define o percentual de reajuste.

O que pode influenciar o IGP-M nos próximos meses?

Os principais fatores são o preço do petróleo, a safra de cana-de-açúcar, o câmbio e a política de preços da Petrobras.

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