Economia

Golpe do free flow: 480 sites falsos já enganam motoristas

ResumoKaspersky identificou 480 sites falsos de pedágio free flow desde o início do ano, usados em golpes contra motoristas. As páginas fraudulentas simulam o sistema de cobrança automática sem cancelas para capturar dados pessoais e financeiros. A proteção exige verificar o domínio oficial da concessionária e nunca pagar por links recebidos por SMS ou redes sociais.

Criminosos estão usando o free flow, sistema de pedágio sem cancelas, como isca para aplicar golpes em motoristas. A Kaspersky identificou 480 sites falsos desde o início do ano. Veja como se proteger.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 01 de setembro de 2026
Golpe do free flow: 480 sites falsos já enganam motoristas

O golpe do free flow se espalha com sites falsos e já soma 480 páginas fraudulentas. Criminosos estão usando o sistema de pedágio sem cancelas como isca para enganar motoristas. A empresa de cibersegurança Kaspersky identificou 480 sites que simulam a cobrança de pedágios eletrônicos desde o início do ano. Desse total, mais de 80 novos domínios foram registrados desde o início de maio.

O golpe começa quando o motorista pesquisa na internet como quitar débitos de pedágio e acessa anúncios patrocinados ou links divulgados nas redes sociais. As páginas fraudulentas imitam plataformas de pagamento eletrônico de pedágios e, após o usuário informar a placa do veículo, exibem um suposto débito em aberto. Segundo a Kaspersky, para dar aparência de legitimidade à cobrança, os sites apresentam valores baixos, compatíveis com a tarifa de um pedágio, e até dados reais do veículo consultado. A vítima é então induzida a pagar via Pix, e o dinheiro é transferido para contas de "laranjas".

Desde 24 de agosto, o aplicativo CNH do Brasil passou a permitir a consulta às passagens do motorista por pedágios eletrônicos. As informações, como data, concessionária responsável, situação da tarifa e canal indicado para pagamento, ficam disponíveis em até 24 horas após o registro da passagem pelo free flow. Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky, avalia essa unificação como muito positiva. Ele destaca que antes, "o motorista precisava buscar na internet o site de cada concessionária, e essa busca acabava criando uma oportunidade para os golpistas". Segundo a Kaspersky, até o momento, não foram identificados aplicativos falsos que simulem especificamente o CNH do Brasil.

A Kaspersky também aponta que a App Store já reúne aplicativos com nomes muito semelhantes ao oficial. Segundo a empresa, a estratégia é usada por desenvolvedores para aumentar o número de downloads e pode eventualmente ser explorada por cibercriminosos para induzir usuários ao erro.

Para não cair no golpe, a Kaspersky orienta: o aplicativo oficial da Carteira Nacional de Trânsito (CNH do Brasil) é desenvolvido exclusivamente pelo Governo Federal. Nunca baixe aplicativos por meio de links enviados por SMS, WhatsApp ou sites paralelos de cobrança. Na Google Play, aplicativos governamentais identificados exibem um símbolo específico; antes de instalar, confira o nome do desenvolvedor e a descrição do app. Ao procurar por serviços de pagamento, verifique o link antes de clicar e prefira acessar o site oficial da concessionária digitando o endereço diretamente no navegador. Antes de confirmar qualquer transação, confira os dados de quem vai receber o dinheiro; pedágios oficiais não são pagos para contas de pessoas físicas ou fintechs desconhecidas. Por fim, instale um antivírus de confiança em seus dispositivos, capaz de bloquear o acesso a sites maliciosos e impedir a instalação de aplicativos falsos no celular.

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