Economia

Greve dos Correios: TST exige 80% do efetivo em atividade

ResumoO TST determinou que os sindicatos dos Correios mantenham 80% do efetivo em atividade durante a greve, com aferição individual por unidade. A estatal pediu a declaração de abusividade do movimento, e o julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro.

O TST determinou que os sindicatos mantenham 80% do efetivo em atividade durante a greve dos Correios, com aferição individual por unidade. A estatal pediu a declaração de abusividade e o julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 14 de setembro de 2026
Greve dos Correios: TST exige 80% do efetivo em atividade

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) atendeu parcialmente o pedido dos Correios e determinou que os sindicatos mantenham 80% do efetivo em atividade durante a greve. A decisão vale para as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal.

A resposta direta ao que a decisão estabelece:

  • 80% do efetivo em atividade nas unidades abrangidas
  • Aferição individual em cada unidade, turno e atividade indispensável
  • Vedada a compensação de excedentes entre unidades, turnos ou atividades distintas
  • Julgamento do dissídio coletivo marcado para 21 de setembro, às 13h30

Na decisão, o TST determina que "o percentual de 80% deverá ser aferido individualmente em cada unidade abrangida e, quando aplicável, em cada turno e atividade indispensável, vedada a compensação de excedentes de comparecimento entre unidades, turnos ou atividades distintas".

A ação dos Correios foi apresentada ao TST em caráter de urgência. A empresa pediu que a corte decretasse a greve abusiva e, ao mesmo tempo, a abertura de dissídio coletivo, diante da falta de acordo em torno do reajuste salarial. O julgamento do dissídio está marcado para 21 de setembro, às 13h30. Até lá, as partes ainda podem chegar a um acordo.

Para reduzir os impactos da paralisação, a estatal informou que implantou um plano para assegurar a continuidade dos serviços. Entre as medidas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico. Segundo a empresa, a rede de agências permanece aberta ao público.

Os Correios alegam que a paralisação ocorre em um momento de situação econômico-financeira desafiadora. A estatal diz manter como prioridades a redução de despesas, o aumento da eficiência, a modernização da operação e a geração de novas receitas. A empresa aguarda para esta semana a liberação de um empréstimo bancário de R$ 7 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional. No primeiro semestre deste ano, os Correios registraram prejuízo de R$ 5,4 bilhões.

O que observar daqui para frente: a aferição individual por unidade e turno é o ponto que pode gerar disputa prática entre sindicatos e empresa, porque impede que uma unidade com mais gente compensem outra com menos. Com o dissídio marcado para 21 de setembro, o intervalo até lá é a janela para acordo. Acompanhar os números do prejuízo e a liberação do empréstimo ajuda a entender a margem de negociação da estatal.

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