Economia

Greve CPTM: linhas 11, 12 e 13 seguem paralisadas

ResumoA greve da CPTM mantém paralisadas as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em São Paulo desde 0h de terça-feira, 4. A decisão foi tomada em assembleia do sindicato, com paralisação por tempo indeterminado. A CPTM opera com esquema especial de trens, mas sem previsão de normalização.

Funcionários da CPTM decidiram manter a paralisação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em São Paulo. A greve começou à 0h desta terça-feira, 4, e segue por tempo indeterminado, após assembleia do sindicato.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 05 de agosto de 2026
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Greve CPTM: funcionários decidem manter paralisação das linhas 11, 12 e 13 em SP

A greve da CPTM entrou em seu primeiro dia com decisão de manter a paralisação. Funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram, em assembleia na noite desta terça-feira, 4, manter a paralisação das operações das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, em São Paulo. O movimento começou à 0h desta terça-feira, 4, e segue por prazo indeterminado.

O que está parado: linhas 11, 12 e 13 da CPTM

A paralisação afeta três ramais estratégicos da capital e da Região Metropolitana. A linha 11-Coral liga as estações Palmeiras-Barra Funda e Estudantes, em Mogi das Cruzes. A linha 12-Safira conecta o Brás, na região central, à zona leste e a municípios como Itaquaquecetuba e Poá. Já a linha 13-Jade é uma das vias entre São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

De acordo com a Companhia, o efetivo de ferroviários nos três ramais foi de apenas 67%. Isso significa que cerca de um terço dos trabalhadores não compareceu, o que reduz a capacidade de operação e aumenta o intervalo entre trens.

Governo de SP classifica greve como "baderna"

Na manhã desta terça, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou a greve como "baderna" e afirmou que o mote da paralisação é apenas político. Em postagem nas redes sociais, o chefe do Executivo estadual defendeu a privatização das linhas de transporte, bandeira de campanha de quatro anos atrás.

A fala do governador ocorre em meio a um histórico recente de problemas. Uma falha elétrica e um incêndio em um vagão da linha 12 causaram grandes transtornos para os passageiros dos três ramais no dia 23 de julho.

O que o sindicato reivindica

A categoria reivindica a reestatização das três linhas, que foram concedidas à iniciativa privada. Os trabalhadores também pedem a garantia de que não serão demitidos após os ramais passarem a ser de responsabilidade da concessionária TriviaTrens. Segundo os grevistas, 2.300 pessoas correm o risco de perder o emprego caso não sejam reabsorvidas quando as atividades voltarem a ser controladas pela TriviaTrens.

Por volta das 18h, os ferroviários deram o prazo de uma hora para o governo de São Paulo apresentar uma nova proposta. A decisão de manter a paralisação veio depois dessa cobrança.

Resposta do governo: compromisso de não demitir

Em nota à imprensa divulgada às 18h24, o governo do Estado afirmou que assumiu o compromisso de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação de funcionários da CPTM. O texto diz ainda que a paralisação ocorre por decisão unilateral do sindicato, com justificativas baseadas em desinformação.

"A greve nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi decretada pelo sindicato mesmo após o compromisso do Governo de São Paulo de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação de funcionários da CPTM. A paralisação ocorre por decisão unilateral do sindicato, com justificativas baseadas em desinformação e prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que usam as três linhas diariamente. Ao longo de todo o dia, a greve também afeta o trânsito na capital, com rodízio suspenso e pico de congestionamento de mais de 720 km pela manhã", diz o governo.

Os ferroviários, por outro lado, alegam que o governo não apresentou uma garantia concreta por escrito da manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM. Essa falta de documento formal foi o que levou à decisão de manter a paralisação.

Impactos práticos para quem depende dos trens

Quem usa as linhas 11, 12 e 13 precisa de plano B. Com o efetivo reduzido a 67%, a operação fica mais lenta e os intervalos aumentam. A greve também afeta o trânsito na capital, com rodízio suspenso e pico de congestionamento de mais de 720 km pela manhã.

Para quem vai ao aeroporto de Guarulhos, a linha 13-Jade é a única via sobre trilhos. A recomendação é buscar alternativas como ônibus ou aplicativos, com folga no tempo de deslocamento.

O que pode acontecer a seguir

O prazo de uma hora dado pelos ferroviários na noite desta terça expirou sem acordo público. O governo afirma ter compromisso de não demitir, mas o sindicato quer garantia por escrito. A paralisação segue por tempo indeterminado, e a expectativa é de nova rodada de negociação nas próximas horas.

Para quem depende das linhas 11, 12 e 13, a orientação é acompanhar os canais oficiais da CPTM e do sindicato antes de sair de casa como planejar o orçamento em dias de greve no transporte.

Perguntas Frequentes

A greve da CPTM afeta quais linhas?

A paralisação atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que ligam a capital a Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Poá e ao Aeroporto de Guarulhos.

Qual é o motivo da greve?

O sindicato reivindica a reestatização das três linhas e a garantia de que não haverá demissões quando a concessionária TriviaTrens assumir o controle.

O governo de SP prometeu não demitir?

Sim. Em nota, o governo afirmou que não fará demissões durante o período de realocação. O sindicato, porém, pede garantia por escrito.

Quantas pessoas podem perder o emprego?

Segundo os grevistas, 2.300 pessoas correm risco de demissão caso não sejam reabsorvidas pela TriviaTrens.

O que o governador disse sobre a greve?

Tarcísio de Freitas classificou a greve como "baderna" e afirmou que o mote é político, defendendo a privatização das linhas.

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