Economia

Houthis do Iêmen reivindicam ataque a instalações petrolíferas na Arábia Saudita

ResumoOs houthis do Iêmen reivindicaram ataque a instalação petrolífera no sudoeste da Arábia Saudita em 9 de outubro. O grupo apoiado pelo Irã realizou a ação contra o país vizinho, marcando o mais recente episódio de hostilidade na região. A Arábia Saudita não confirmou oficialmente o ataque até o momento.

Os houthis do Iêmen afirmaram ter atacado neste domingo (9) uma instalação petrolífera no sudoeste da Arábia Saudita, no mais recente ataque do grupo apoiado pelo Irã contra o país.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 09 de agosto de 2026
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Houthis do Iêmen reivindicam ataque a instalações petrolíferas na Arábia Saudita

Os houthis do Iêmen afirmaram ter atacado neste domingo (9) uma instalação petrolífera no sudoeste da Arábia Saudita. Foi o mais recente ataque do grupo apoiado pelo Irã contra o país, em meio à escalada de tensões nas rotas marítimas da região.

Os rebeldes também disseram ter alvejado um porto no Mar Vermelho. A ação ocorre enquanto o Irã faz novas exigências sobre a retomada das negociações e a reabertura do Estreito de Ormuz, e o Pentágono pressiona a indústria de defesa dos EUA para acelerar a produção de armas.

O que mudou com o ataque dos houthis

Yahya Saree, porta-voz militar dos Houthis, disse que o grupo atacou com um drone uma refinaria da Aramco na cidade de Jazan. Segundo ele, a ação foi uma resposta a incursões de drones sauditas no espaço aéreo iemenita sobre as províncias de Hajjah e Saada.

Na manhã de hoje, o Ministério da Energia da Arábia Saudita informou que houve um incêndio em uma instalação ligada à refinaria da Aramco, sem vítimas. O ministério disse que o fogo foi extinto, mas não detalhou a causa.

Portos e rotas marítimas sob pressão

Um funcionário do governo iemenita afirmou que os houthis também atacaram um porto crucial no Mar Vermelho. Fayed al-Noman, subsecretário adjunto do Ministério da Informação Iêmen, afirmou que o ataque atingiu o porto de Mocha, administrado pelo governo do Iêmen reconhecido internacionalmente.

O porto foi reformado nos últimos anos para receber parte do tráfego que evita Hodeida, controlada pelos houthis. Os houthis reivindicaram posteriormente o ataque, afirmando terem disparado "um grande número de mísseis balísticos e drones" contra forças militares e armazéns na área.

Risco de reacender a guerra civil

A escalada ameaça reacender a guerra civil no Iêmen, mais de quatro anos depois de um cessar-fogo em 2022 ter interrompido os principais combates no empobrecido país árabe. O ataque deste domingo é o mais recente de uma série com mísseis e drones que tiveram como alvo a Arábia Saudita e seus navios no Mar Vermelho.

Para quem acompanha o setor de energia, o sinal é claro: rotas marítimas e instalações críticas seguem no centro de uma tensão que não dá sinais de arrefecimento. O caixa de qualquer operação logística na região já precifica esse risco, e a lição para empresas que dependem dessas rotas é não subestimar o impacto de um conflito que parecia adormecido.

Perguntas Frequentes

O que os houthis reivindicaram neste ataque?

Os houthis afirmaram ter atacado com um drone uma refinaria da Aramco em Jazan e também o porto de Mocha, no Mar Vermelho, com mísseis e drones.

A Arábia Saudita confirmou o ataque?

O Ministério da Energia saudita confirmou um incêndio em uma instalação ligada à refinaria da Aramco, sem vítimas, e disse que o fogo foi extinto, sem detalhar a causa.

Qual a relação com o Irã?

Os houthis são um grupo apoiado pelo Irã, que fez novas exigências sobre a retomada das negociações e a reabertura do Estreito de Ormuz.

O que isso significa para o conflito no Iêmen?

A escalada ameaça reacender a guerra civil no Iêmen, que estava em pausa desde o cessar-fogo de 2022.

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