Houthis do Iêmen reivindicam ataque a instalações petrolíferas na Arábia Saudita
Os houthis do Iêmen afirmaram ter atacado neste domingo (9) uma instalação petrolífera no sudoeste da Arábia Saudita, no mais recente ataque do grupo apoiado pelo Irã contra o país.
Houthis do Iêmen reivindicam ataque a instalações petrolíferas na Arábia Saudita
Os houthis do Iêmen afirmaram ter atacado neste domingo (9) uma instalação petrolífera no sudoeste da Arábia Saudita. Foi o mais recente ataque do grupo apoiado pelo Irã contra o país, em meio à escalada de tensões nas rotas marítimas da região.
Os rebeldes também disseram ter alvejado um porto no Mar Vermelho. A ação ocorre enquanto o Irã faz novas exigências sobre a retomada das negociações e a reabertura do Estreito de Ormuz, e o Pentágono pressiona a indústria de defesa dos EUA para acelerar a produção de armas.
O que mudou com o ataque dos houthis
Yahya Saree, porta-voz militar dos Houthis, disse que o grupo atacou com um drone uma refinaria da Aramco na cidade de Jazan. Segundo ele, a ação foi uma resposta a incursões de drones sauditas no espaço aéreo iemenita sobre as províncias de Hajjah e Saada.
Na manhã de hoje, o Ministério da Energia da Arábia Saudita informou que houve um incêndio em uma instalação ligada à refinaria da Aramco, sem vítimas. O ministério disse que o fogo foi extinto, mas não detalhou a causa.
Portos e rotas marítimas sob pressão
Um funcionário do governo iemenita afirmou que os houthis também atacaram um porto crucial no Mar Vermelho. Fayed al-Noman, subsecretário adjunto do Ministério da Informação Iêmen, afirmou que o ataque atingiu o porto de Mocha, administrado pelo governo do Iêmen reconhecido internacionalmente.
O porto foi reformado nos últimos anos para receber parte do tráfego que evita Hodeida, controlada pelos houthis. Os houthis reivindicaram posteriormente o ataque, afirmando terem disparado "um grande número de mísseis balísticos e drones" contra forças militares e armazéns na área.
Risco de reacender a guerra civil
A escalada ameaça reacender a guerra civil no Iêmen, mais de quatro anos depois de um cessar-fogo em 2022 ter interrompido os principais combates no empobrecido país árabe. O ataque deste domingo é o mais recente de uma série com mísseis e drones que tiveram como alvo a Arábia Saudita e seus navios no Mar Vermelho.
Para quem acompanha o setor de energia, o sinal é claro: rotas marítimas e instalações críticas seguem no centro de uma tensão que não dá sinais de arrefecimento. O caixa de qualquer operação logística na região já precifica esse risco, e a lição para empresas que dependem dessas rotas é não subestimar o impacto de um conflito que parecia adormecido.
Perguntas Frequentes
O que os houthis reivindicaram neste ataque?
Os houthis afirmaram ter atacado com um drone uma refinaria da Aramco em Jazan e também o porto de Mocha, no Mar Vermelho, com mísseis e drones.
A Arábia Saudita confirmou o ataque?
O Ministério da Energia saudita confirmou um incêndio em uma instalação ligada à refinaria da Aramco, sem vítimas, e disse que o fogo foi extinto, sem detalhar a causa.
Qual a relação com o Irã?
Os houthis são um grupo apoiado pelo Irã, que fez novas exigências sobre a retomada das negociações e a reabertura do Estreito de Ormuz.
O que isso significa para o conflito no Iêmen?
A escalada ameaça reacender a guerra civil no Iêmen, que estava em pausa desde o cessar-fogo de 2022.