Economia

Lindbergh critica Flávio e Eduardo Bolsonaro por atuação nos EUA: traidores da pátria

ResumoO senador Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou Flávio e Eduardo Bolsonaro como "traidores da pátria" por criticarem o Brasil durante viagem aos Estados Unidos. Lindbergh acusou os filhos de Jair Bolsonaro de atuarem contra interesses nacionais ao se reunirem com políticos americanos e atacarem o sistema eleitoral brasileiro.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que Flávio e Eduardo Bolsonaro agem como "traidores da pátria" ao criticarem o Brasil no exterior. A declaração ocorre após viagem dos filhos de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, onde se reuniram com políticos americanos e atacaram o si

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 07 de julho de 2026
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O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou os deputados Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de "traidores da pátria" após viagem deles aos Estados Unidos, onde se reuniram com políticos americanos e atacaram o sistema eleitoral brasileiro. A declaração, feita em plenário, gerou forte repercussão política.

A resposta direta à acusação: Lindbergh Farias afirma que Flávio e Eduardo Bolsonaro agem como traidores da pátria ao criticarem o Brasil no exterior, especialmente ao questionarem a credibilidade das urnas eletrônicas e se aliarem a setores da direita americana que pregam intervenção no Brasil. A declaração foi registrada em discurso no Senado.

O contexto da crítica de Lindbergh

Lindbergh Farias usou a tribuna do Senado para criticar a atuação dos filhos de Jair Bolsonaro nos EUA. Segundo o senador, eles não representam o povo brasileiro e agem contra os interesses nacionais. A fala ocorreu após a viagem de Eduardo Bolsonaro a Washington, onde se encontrou com aliados de Donald Trump.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, também esteve nos EUA e participou de eventos com políticos locais. Lindbergh classificou a postura dos dois como "atentado à soberania nacional". A acusação de traição à pátria é grave e remete a dispositivos do Código Penal, que prevê pena de reclusão de 4 a 12 anos para quem agir contra a soberania do país.

A reação dos envolvidos

Eduardo Bolsonaro rebateu as acusações nas redes sociais, afirmando que defende a liberdade de expressão e o direito de criticar o governo. Flávio Bolsonaro também negou qualquer ilegalidade e disse que a fala de Lindbergh é "politicagem barata". A base governista, no entanto, apoiou a fala do senador petista.

O presidente Lula não comentou diretamente o caso, mas o Palácio do Planalto emitiu nota defendendo a soberania nacional e criticando ataques externos ao sistema eleitoral brasileiro. A oposição, por sua vez, classificou a fala de Lindbergh como "exagerada" e "sem fundamento".

O papel dos Bolsonaro nos EUA

Desde a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, seus filhos têm intensificado a atuação política nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro, em especial, é próximo de setores da direita americana e já participou de eventos com Steve Bannon e Donald Trump. A atuação inclui críticas ao STF e ao sistema eleitoral brasileiro.

Flávio Bolsonaro também tem se movimentado no exterior, buscando apoio para pautas conservadoras. A crítica de Lindbergh Farias reflete a preocupação de setores do governo com a influência externa de políticos brasileiros que atuam contra o país.

Implicações legais e políticas

A acusação de traição à pátria é uma das mais graves no ordenamento jurídico brasileiro. De acordo com o Código Penal, a lei de crimes contra a soberania nacional prevê punições severas para quem tentar submeter o Brasil a dominação estrangeira ou atentar contra sua independência. A declaração de Lindbergh, porém, é mais política do que jurídica.

O senador petista pediu que a Procuradoria-Geral da República investigue a conduta dos filhos de Bolsonaro. Até o momento, não há investigação formal sobre o caso. A oposição, no entanto, vê a fala como parte do embate político entre governo e oposição.

Repercussão na mídia e na opinião pública

A declaração de Lindbergh Farias repercutiu amplamente na imprensa e nas redes sociais. Veículos como Folha de S.Paulo, O Globo e UOL destacaram o tom duro do senador. Nas redes, o termo "traidores da pátria" foi um dos assuntos mais comentados, dividindo opiniões entre apoiadores do governo e da oposição.

Pesquisas de opinião indicam que a imagem dos Bolsonaro no exterior é negativa para parte da população, que vê a atuação internacional deles como prejudicial ao Brasil. No entanto, entre seus seguidores, a postura é vista como defesa da liberdade de expressão.

Perguntas Frequentes

Lindbergh Farias realmente chamou os Bolsonaro de traidores?

Sim, em discurso no Senado, o senador Lindbergh Farias afirmou que Flávio e Eduardo Bolsonaro agem como "traidores da pátria" ao criticarem o Brasil nos EUA.

Qual foi a reação de Eduardo Bolsonaro?

Eduardo Bolsonaro rebateu as acusações nas redes sociais, afirmando que defende a liberdade de expressão e que a fala de Lindbergh é politicagem.

A acusação de traição tem base legal?

A acusação de traição à pátria está prevista no Código Penal, mas a fala de Lindbergh é mais política do que jurídica. Não há investigação formal sobre o caso.

O que motivou a crítica de Lindbergh?

A viagem de Flávio e Eduardo Bolsonaro aos EUA, onde se reuniram com políticos americanos e criticaram o sistema eleitoral brasileiro, motivou a fala do senador.

O governo Lula apoiou a declaração?

O Palácio do Planalto emitiu nota defendendo a soberania nacional, mas o presidente Lula não comentou diretamente o caso.

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