Economia

Lula: América Latina nunca foi de esquerda, sempre foi de direita

ResumoLula, presidente do Brasil, afirmou em entrevista que a América Latina historicamente foi governada por forças de direita, com exceção da "onda rosa" entre 2000 e 2012. Lula citou um "revertério" após a vitória da extrema direita na região e defendeu alianças entre Estados baseadas em interesses mútuos, não em ideologia. A declaração reflete análise sobre ciclos políticos latino-americanos.

Em entrevista, Lula afirmou que a América Latina sempre foi governada pela direita, exceto na 'onda rosa' (2000-2012). Ele citou um 'revertério' com a vitória da extrema direita e defendeu alianças entre Estados além da ideologia.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 05 de agosto de 2026
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Lula: América Latina nunca foi de esquerda, sempre foi muito de direita

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarou nesta quarta-feira (5) que a América Latina sempre foi governada pela direita. A exceção, segundo ele, foi a chamada "onda rosa" do início do século 21, quando políticos de esquerda chegaram ao poder. Agora, a região vive um "revertério", com a vitória de expoentes da extrema direita.

O que Lula disse sobre a América Latina?

Em entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos, Lula afirmou: "A América Latina nunca foi de esquerda, sempre foi muito de direita. O melhor momento progressista que a gente viveu na América Latina foi de 2000 a 2012, quando a gente tinha presidentes com a visão democrática e civilizatória avançada. Agora, deu um revertério e a extrema direita começou a ganhar em alguns países". A fala resume a leitura do presidente sobre o ciclo político regional.

O que é a "onda rosa" citada por Lula?

A "onda rosa" é o período entre 2000 e 2012, quando vários países da América Latina tiveram presidentes com "visão democrática e civilizatória avançada", nas palavras de Lula. Foi o auge de governos progressistas na região, antes do que ele classifica como "revertério" para a extrema direita.

O "revertério" da extrema direita

Lula reconhece que a extrema direita "começou a ganhar em alguns países". Ele citou Chile, Peru e Colômbia como exemplos de nações sul-americanas governadas por ultraconservadores. Apesar disso, em um eventual quarto mandato, o presidente pretende construir uma aliança entre países sul-americanos, mesmo com essas diferenças políticas.

Relações entre Estados não são ideológicas

Para Lula, a cooperação regional deve superar as divergências partidárias. "As pessoas têm que aprender que a relação entre Estados não é ideológica", disse. Ou seja, mesmo com governos de espectros opostos, a integração sul-americana seguiria sendo prioridade em sua gestão.

O que esperar da política regional?

A declaração de Lula reforça a leitura de que a América Latina vive um ciclo conservador, mas o presidente sinaliza que isso não impede alianças pragmáticas. Para quem acompanha a política externa, a mensagem é clara: a ideologia não deve ser o único filtro nas relações entre os países.

Perguntas Frequentes

Lula disse que a América Latina sempre foi de esquerda?

Não. Lula afirmou que a América Latina "nunca foi de esquerda, sempre foi muito de direita", com exceção do período de 2000 a 2012, quando houve governos progressistas.

O que é a "onda rosa"?

É o período entre 2000 e 2012, quando presidentes de esquerda governaram vários países da América Latina, segundo Lula.

O que Lula quis dizer com "revertério"?

Foi a forma como o presidente descreveu a volta da direita e da extrema direita ao poder em alguns países da região.

Lula defende aliança com governos de direita?

Sim. Ele disse que pretende construir uma aliança entre países sul-americanos, mesmo com Chile, Peru e Colômbia governados por ultraconservadores, pois "a relação entre Estados não é ideológica".

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