Lucro da Marcopolo cai 15,5% no 2º tri, a R$ 271,2 mi
A Marcopolo (POMO4) registrou lucro líquido de R$ 271,2 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 15,5% ante 2025. Exportações do Brasil avançaram 16,2%, mas receita no exterior caiu 16,3%. Entenda o que pesou no resultado.
Lucro da Marcopolo (POMO4) cai 15,5% no 2º trimestre, para R$ 271,2 milhões
A Marcopolo (POMO4) reportou lucro líquido de R$ 271,2 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 15,5% em relação ao mesmo período de 2025. O número, que ainda representa um resultado robusto, carrega um recado sobre o câmbio e a demanda externa.
O Ebitda recuou 15% na base anual, somando R$ 338,6 milhões. A margem Ebitda ficou em 14,3%, 3 pontos porcentuais abaixo do registrado um ano antes. Já a receita operacional líquida totalizou R$ 2,373 bilhões ao final de junho, alta anual de 3%.
O que puxou o resultado para cima e para baixo
O desempenho foi puxado pelo avanço de 16,2% das receitas de exportação do Brasil, que somaram R$ 289,9 milhões, e pelas receitas no Brasil, que subiram 11,3%, chegando a R$ 1,462 bilhão.
Por outro lado, a receita no exterior totalizou R$ 621,3 milhões, um recuo de 16,3% frente ao segundo trimestre de 2025. O resultado financeiro líquido ficou positivo em R$ 29,1 milhões, ante os R$ 42,7 milhões do ano anterior.
O efeito do câmbio na carteira de pedidos
A empresa destaca que, neste trimestre, apurou variação cambial positiva associada à valorização do real frente ao dólar norte-americano sobre a carteira de pedidos em dólares. A companhia faz hedge do câmbio das exportações no momento da confirmação dos pedidos, assegurando a margem dos negócios.
Conforme os produtos são entregues e faturados, a Marcopolo captura os efeitos da valorização ou desvalorização do real em suas margens operacionais ou no resultado financeiro, como ocorreu neste segundo trimestre.
O que isso significa para quem acompanha a ação
Para o investidor, a leitura é dupla. De um lado, a queda de 15,5% no lucro mostra que a empresa não está imune ao cenário externo. De outro, a receita total crescendo 3% e as exportações do Brasil avançando 16,2% indicam resiliência operacional. O câmbio, que ajudou no trimestre, pode virar contra nos próximos, dependendo da trajetória do real.
Perguntas Frequentes
Por que o lucro da Marcopolo caiu no 2º trimestre?
A queda de 15,5% reflete principalmente o recuo de 16,3% na receita no exterior e a margem Ebitda menor, de 14,3%.
O que foi o resultado financeiro positivo?
Foi de R$ 29,1 milhões, influenciado pela variação cambial favorável devido à valorização do real frente ao dólar sobre a carteira de pedidos.
A receita total cresceu ou caiu?
A receita operacional líquida cresceu 3% na base anual, somando R$ 2,373 bilhões.
Como o hedge cambial protege a empresa?
A Marcopolo fixa o câmbio das exportações na confirmação dos pedidos, garantindo a margem e transferindo parte do efeito ao resultado financeiro.