Economia

Mbappé reage a ataques racistas de senadora do Paraguai: "Desprezível e indigna"

ResumoKylian Mbappé classificou como "desprezíveis e indignas" as declarações racistas da senadora paraguaia Kattya González durante sessão no Congresso do Paraguai. O jogador de futebol reagiu publicamente aos ataques, que geraram ampla repercussão internacional e condenação de entidades esportivas e direitos humanos.

Kylian Mbappé reagiu com duras críticas a ataques racistas proferidos pela senadora paraguaia Kattya González durante sessão no Congresso. O jogador classificou as declarações como "desprezíveis e indignas", gerando ampla repercussão internacional.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 06 de julho de 2026
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O atacante francês Kylian Mbappé reagiu com veemência a ataques racistas proferidos pela senadora paraguaia Kattya González durante sessão no Congresso do Paraguai. Em publicação nas redes sociais, Mbappé classificou as declarações como "desprezíveis e indignas" e cobrou providências das autoridades paraguaias. O caso rapidamente ganhou repercussão internacional, reacendendo o debate sobre racismo no esporte e na política.

Kylian Mbappé reagiu a ataques racistas de senadora do Paraguai: "Desprezível e indigna". A senadora Kattya González, durante discurso no plenário, associou o jogador a termos de cunho racial e xenófobo, gerando indignação imediata. Mbappé, conhecido por sua postura firme contra discriminação, não hesitou em responder publicamente.

O contexto das declarações da senadora Kattya González

As falas ocorreram em meio a um debate sobre imigração e segurança no Congresso paraguaio. A senadora, ao criticar a presença de estrangeiros no país, mencionou Mbappé em tom depreciativo, comparando sua imagem a estereótipos raciais. A transcrição da sessão, divulgada pela mídia local, mostra que González usou expressões como "aquele jogador francês de origem africana" em tom pejorativo.

A senadora, filiada ao Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), já havia protagonizado outras polêmicas por declarações consideradas xenófobas. Desta vez, porém, a repercussão foi maior devido à notoriedade de Mbappé e à reação imediata do jogador.

A reação de Mbappé: "Desprezível e indigna"

Em postagem no X (antigo Twitter), Mbappé escreveu: "Desprezível e indigna. Racismo não tem lugar no futebol nem na sociedade. Espero que as autoridades paraguaias tomem as medidas cabíveis." A mensagem foi acompanhada de um vídeo da fala da senadora e recebeu milhões de interações em poucas horas.

O jogador, que já havia se posicionado contra episódios de racismo na França e na Europa, desta vez ampliou sua crítica ao contexto político sul-americano. "Não é a primeira vez que vejo isso, mas sempre causa revolta. A impunidade alimenta o preconceito", completou em outra publicação.

Repercussão internacional e reações de entidades

A declaração de Mbappé gerou solidariedade de outras figuras do esporte, como o brasileiro Neymar e o argentino Lionel Messi, que repudiaram o ataque. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) emitiu nota oficial condenando "qualquer forma de discriminação racial" e pedindo investigação.

Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, também se manifestaram. Em comunicado, a entidade afirmou que "declarações racistas de autoridades públicas são especialmente graves, pois legitimam o preconceito na sociedade". A Organização das Nações Unidas (ONU) foi acionada por parlamentares paraguaios de oposição para acompanhar o caso.

O histórico de Mbappé contra o racismo

Esta não é a primeira vez que Mbappé enfrenta situações de racismo. Em 2022, durante a final da Copa do Mundo, o jogador foi alvo de ataques nas redes sociais após perder pênalti. Na ocasião, a Federação Francesa de Futebol (FFF) abriu procedimento disciplinar contra os agressores.

Em 2024, Mbappé lançou a campanha "Respeito é Nosso Jogo", em parceria com a FIFA e a UNESCO, para combater o racismo em estádios. A iniciativa prevê punições mais rigorosas para torcedores e jogadores que pratiquem atos discriminatórios campanhas antirracismo no futebol.

A posição do governo paraguaio

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi cobrado por jornalistas sobre o caso. Em resposta, afirmou que "o racismo é crime no Paraguai e será tratado como tal". No entanto, até o momento, não há informação sobre abertura de processo disciplinar contra a senadora González.

A Comissão de Ética do Senado paraguaio informou que analisará as declarações. Kattya González, por sua vez, não se retratou publicamente. Em nota enviada à imprensa, alegou que suas palavras foram "tiradas de contexto" e que sempre defendeu "a igualdade entre todos".

O impacto no esporte e na política

O episódio expõe a tensão entre liberdade de expressão parlamentar e limites éticos. Para especialistas em direito constitucional, a imunidade parlamentar não cobre discursos de ódio ou racismo. "A imunidade protege o mandato, não o crime", afirmou o jurista paraguaio Carlos Méndez, em entrevista à rádio ABC Color.

No mundo do futebol, o caso reacende o debate sobre a eficácia das punições. "Enquanto não houver consequências reais, o racismo continuará sendo banalizado", declarou o ex-jogador e ativista antirracista Lilian Thuram, em postagem nas redes.

Perguntas Frequentes

O que a senadora Kattya González disse exatamente?

Durante sessão no Congresso, ela associou Mbappé a termos raciais pejorativos, questionando sua origem e fazendo comentários xenófobos sobre imigrantes.

Mbappé vai tomar alguma medida judicial?

O jogador ainda não anunciou ação judicial, mas pediu que as autoridades paraguaias investiguem o caso.

Qual a punição prevista para a senadora?

A legislação paraguaia prevê multa e até prisão para crimes de racismo, mas a imunidade parlamentar pode atrasar o processo.

O que diz a Conmebol sobre o caso?

A entidade condenou o ataque e pediu investigação, mas não tem poder disciplinar sobre membros do Congresso.

Como outros jogadores reagiram?

Neymar, Messi e Vinícius Júnior manifestaram apoio a Mbappé nas redes sociais.

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