Economia

MP denuncia Arthur do Val por incitação ao crime

ResumoO Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou Arthur do Val por incitação ao crime, após o ex-deputado sugerir em áudio que "vagabundo da Faria Lima que lava dinheiro para o crime organizado tem que ser morto". Arthur do Val nega a acusação e afirma não ter sido notificado oficialmente da denúncia.

O MP-SP apresentou denúncia contra Arthur do Val por incitação ao crime após sugerir que 'vagabundo da Faria Lima que lava dinheiro para o crime organizado tem que ser morto'. Ex-deputado nega e diz não ter sido notificado.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 27 de agosto de 2026
MP denuncia Arthur do Val por incitação ao crime

O Ministério Público de São Paulo apresentou, na quarta-feira (26), uma denúncia contra o ex-deputado estadual Arthur do Val, conhecido como "Mamãe Falei", por incitação ao crime. A acusação decorre de uma declaração feita durante uma live em seu canal no YouTube, na qual ele sugeriu que "vagabundo da Faria Lima que lava dinheiro para o crime organizado tem que ser morto". O caso ganhou repercussão nas redes sociais e agora segue para análise da Justiça.

A denúncia foi protocolada no MP-SP pelo promotor Roberto Bacal, do Juizado Especial Criminal. Segundo a promotoria, as falas teriam ocorrido no contexto da Operação Carbono Oculto e foram direcionadas a pessoas que prestaram serviço aos investigados Roberto Augusto Leme da Silva e Mohamad Hussein Mourad, ambos alvos da operação. A acusação é de incitação ao crime, um delito previsto no Código Penal.

Em nota enviada ao UOL, Arthur do Val afirmou que ainda não foi notificado sobre o processo. O ex-deputado alega que não incitou ninguém ao crime, mas apenas expressou opiniões pessoais sobre a operação. A defesa deve aguardar a notificação formal para apresentar sua resposta.

Fora da política desde maio de 2022, Arthur do Val teve o mandato cassado na Assembleia Legislativa de São Paulo após ser denunciado por falas misóginas durante uma viagem à Ucrânia, em meio à guerra contra a Rússia. Em áudios vazados, ele afirmou que mulheres ucranianas em contexto de guerra eram "fáceis, porque são pobres". O episódio gerou revolta e levou à cassação, tornando-o inelegível até 2030.

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