Economia

MP denuncia mulher e 3 instrutores por morte de jovem em salto de rope jump em SP

ResumoO Ministério Público de São Paulo denunciou uma empresária e três instrutores pela morte de uma jovem em salto de rope jump na capital paulista em 2024. A acusação aponta falhas graves de segurança no equipamento e na supervisão do salto, resultando no acidente fatal.

O Ministério Público de São Paulo denunciou uma empresária e três instrutores pela morte de uma jovem durante um salto de rope jump na capital paulista. O acidente, ocorrido em 2024, expôs falhas graves de segurança.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 08 de julho de 2026
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MP denuncia mulher e 3 instrutores por morte de jovem em salto de rope jump em SP

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou uma empresária e três instrutores pela morte de uma jovem durante um salto de rope jump na capital paulista. O acidente, ocorrido em 2024, expôs falhas graves de segurança. As acusações incluem homicídio doloso, por negligência com equipamentos. O caso corre em segredo de justiça.

O rope jump é uma modalidade radical em que o participante salta de uma altura com uma corda amarrada ao corpo, mas sem o balanço do bungee jump. A diferença técnica exige equipamentos específicos e treinamento rigoroso. A gente separa a tecnologia do hype: entender o que deu errado pode evitar novas tragédias.

O que diz a denúncia do MP-SP

Segundo o MP-SP, a empresária e os instrutores foram denunciados por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, quando se assume o risco de matar. A investigação apontou que o equipamento de segurança não foi corretamente instalado, e a vítima não recebeu treinamento adequado antes do salto.

A promotoria também aponta que a empresa responsável não tinha alvará de funcionamento para atividades radicais. O laudo pericial concluiu que a corda de segurança rompeu por desgaste, e o mosquetão de ancoragem estava com defeito de fabricação.

Rope jump: entenda os riscos e a segurança

O rope jump difere do bungee jump porque a corda não estica, gerando um impacto seco no final da queda. Isso exige que o equipamento, cordas, mosquetões, cintas, suporte cargas muito superiores ao peso do saltador.

  • Corda de segurança: deve ter fator de queda mínimo de 2:1.
  • Mosquetões: precisam ser certificados pela UIAA (União Internacional de Associações de Alpinismo).
  • Ancoragem: deve ser dupla e independente.

No caso da jovem, a perícia constatou que a corda principal estava com 40% de desgaste, e o mosquetão de ancoragem não tinha certificação de segurança.

Quem são os denunciados

A denúncia do MP-SP, obtida pela imprensa, nomeia:

  1. A empresária, dona da empresa de eventos radicais.
  2. Três instrutores, responsáveis pela montagem e operação do salto.

Todos foram indiciados por homicídio doloso. A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia e abriu ação penal. Os réus podem pegar de 12 a 30 anos de prisão, se condenados.

O acidente que chocou São Paulo

A jovem, de 24 anos, morreu ao saltar de uma altura de 30 metros no bairro da Vila Mariana, zona sul de São Paulo. O equipamento falhou no momento do salto, e ela caiu em queda livre. O socorro foi imediato, mas ela não resistiu aos ferimentos.

A empresa responsável pelo evento foi interditada pela Prefeitura de São Paulo, que constatou irregularidades no alvará de funcionamento. O caso gerou comoção e levou a Prefeitura a criar uma força-tarefa para fiscalizar atividades radicais na cidade.

Legislação e responsabilidade em atividades radicais

A legislação brasileira não tem uma norma federal específica para rope jump, mas o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e o Código Penal se aplicam. O CDC estabelece que o fornecedor responde por danos causados por defeitos na prestação de serviços, independentemente de culpa.

No âmbito penal, o homicídio doloso exige que o agente assuma o risco de produzir o resultado. A denúncia do MP-SP sustenta que os réus sabiam do risco, mas prosseguiram com a atividade.

O que acontece agora

A ação penal segue em segredo de justiça. A defesa dos réus nega as acusações e alega que o acidente foi imprevisível. A perícia, no entanto, aponta falhas grosseiras de segurança.

O caso também deve gerar ações na esfera cível, por danos morais e materiais à família da vítima. A empresa, se condenada, pode ser multada e ter o registro cassado.

Como evitar tragédias em atividades radicais

Para quem pratica ou organiza atividades radicais, algumas medidas são essenciais:

  • Exija certificação de equipamentos (UIAA, CE, ASTM).
  • Verifique o alvará de funcionamento da empresa.
  • Nunca salte sem treinamento prévio.
  • Exija que haja dois pontos de ancoragem independentes.
  • Desconfie de preços muito baixos: segurança tem custo.

A tecnologia existe para proteger, mas só funciona se aplicada corretamente. Entender a engenharia por trás do equipamento te protege do golpe da negligência.

Perguntas Frequentes

O que é homicídio doloso por dolo eventual?

É quando o agente assume o risco de matar, mesmo sem desejar diretamente a morte. No caso, os denunciados sabiam do risco de falha no equipamento, mas prosseguiram.

Quanto tempo pode levar o julgamento?

Ações penais por homicídio doloso no Brasil podem levar de 2 a 5 anos para julgamento em primeira instância, dependendo da complexidade e da lotação do tribunal.

A família pode processar a empresa?

Sim, a família pode mover ação por danos morais e materiais, com base no Código de Defesa do Consumidor.

O rope jump é mais perigoso que o bungee jump?

Sim, porque a corda não estica, gerando impacto maior no corpo e no equipamento. Exige equipamentos e treinamento mais rigorosos.

Como saber se uma empresa de atividades radicais é segura?

Verifique o alvará municipal, a certificação dos equipamentos e o treinamento dos instrutores. Empresas sérias exibem essas informações.

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