ONS: Consumo de energia cai até 21% na partida do Brasil na Copa
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou queda de até 21% no consumo de energia durante a partida do Brasil na Copa do Mundo. O fenômeno, observado em edições anteriores, reflete a paralisação de indústrias e comércios. Veja os números oficiais.
ONS: Consumo de energia cai até 21% na partida do Brasil na Copa
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou queda de até 21% no consumo de energia durante a partida do Brasil na Copa do Mundo de 2022, contra a Sérvia. O dado, divulgado em relatório oficial, confirma um padrão observado em edições anteriores: a paralisação de indústrias e comércios durante os jogos reduz a demanda elétrica de forma expressiva. Segundo o ONS, a queda no consumo de energia na partida do Brasil na Copa chegou a 21% no horário do jogo, com recuperação gradual após o apito final.
Queda recorde: até 21% de redução na demanda
O ONS monitora em tempo real a carga do Sistema Interligado Nacional (SIN). No dia 24 de novembro de 2022, durante Brasil x Sérvia, a demanda caiu 21% em relação à média do horário. Em jogos anteriores da seleção, a redução variou entre 15% e 20%. O recorde absoluto foi na estreia da Copa de 2014, quando o consumo despencou 25% durante Brasil x Croácia.
"A queda é explicada pela paralisação de atividades comerciais e industriais, além da redução do uso residencial, já que as pessoas se reúnem para assistir ao jogo", explica o ONS em nota técnica. O fenômeno é monitorado para evitar sobrecargas na retomada.
Como o ONS calcula a queda no consumo
O ONS utiliza dados de medição em tempo real das subestações de transmissão. A comparação é feita com a média de consumo dos mesmos dias da semana anteriores ao jogo. No caso da Copa de 2022, a base de comparação foi a média das quintas-feiras de novembro.
- Carga instantânea: medida a cada 5 minutos
- Comparação: média horária do mesmo dia da semana
- Fatores considerados: temperatura, horário de verão, feriados
Impacto setorial: quem mais reduz o consumo
Indústrias de grande porte, como siderúrgicas e montadoras, respondem pela maior fatia da queda. O setor industrial reduz o consumo em até 30% durante os jogos do Brasil. Comércios e serviços também fecham ou reduzem o expediente. O setor residencial, por outro lado, registra aumento no consumo antes do jogo (preparação de alimentos) e queda durante a partida.
Recuperação: o pico após o apito final
Após o fim da partida, o consumo se recupera rapidamente. O ONS registra um pico de demanda de 5% a 10% acima da média nos 30 minutos seguintes ao jogo. Isso exige que as usinas térmicas estejam prontas para retomar a geração. O operador aciona usinas de ponta, como as hidrelétricas com reservatório, para atender ao aumento.
Histórico: Copa de 2014 e 2018
Na Copa de 2014, a queda média foi de 18% nos jogos do Brasil. O recorde foi na estreia (25%). Em 2018, a redução média foi de 16%, com pico de 20% no jogo contra a Costa Rica. O padrão se repete: quanto maior a expectativa pelo jogo, maior a paralisação.
Implicações para o planejamento energético
O ONS utiliza esses dados para planejar a operação do sistema durante grandes eventos esportivos. A previsibilidade da queda permite desligar usinas termelétricas caras e evitar desperdício. "O planejamento reduz custos operacionais e evita que a rede opere com folga excessiva", afirma o ONS.
Para o empresário, o dado serve de alerta: se sua empresa depende de energia elétrica para produção, programar paradas durante os jogos pode reduzir custos com demanda contratada.
Perguntas Frequentes
Por que o consumo de energia cai durante os jogos do Brasil?
A paralisação de indústrias, comércios e serviços reduz a demanda elétrica. As pessoas também deixam de usar eletrodomésticos durante a partida.
Qual foi a maior queda já registrada?
O recorde foi na Copa de 2014, com 25% de redução na estreia contra a Croácia.
O que acontece com a rede elétrica após o jogo?
O consumo se recupera rapidamente, com pico de até 10% acima da média nos 30 minutos seguintes ao apito final.
Como o ONS se prepara para esses eventos?
O operador planeja o desligamento de usinas termelétricas durante o jogo e aciona usinas de ponta para atender ao pico de retomada.
A queda no consumo é igual em todas as regiões?
Não. Regiões com maior concentração industrial, como Sudeste e Sul, registram quedas mais acentuadas. O Norte e Nordeste têm menor variação.
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