Economia

Oracle supera projeções de receita no 1º tri fiscal com boom da IA

ResumoOracle superou as projeções de receita de Wall Street no primeiro trimestre fiscal, impulsionada pela demanda por nuvem e inteligência artificial, e elevou sua previsão de lucro anual. As ações da Oracle subiram quase 7% após o fechamento, sustentadas por uma carteira de pedidos de US$664 bilhões.

Oracle superou expectativas de Wall Street no 1º trimestre fiscal, elevou a previsão de lucro anual e viu as ações subirem quase 7% após o fechamento. A demanda por nuvem e IA sustenta a carteira de pedidos de US$664 bilhões.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 10 de setembro de 2026
Oracle supera projeções de receita no 1º tri fiscal com boom da IA

A Oracle superou as expectativas de Wall Street para a receita do primeiro trimestre fiscal e elevou sua previsão de lucro anual, segundo a Reuters. O impulso veio da forte demanda por serviços de computação em nuvem, puxada pelos investimentos das empresas em inteligência artificial. As ações da companhia, que acumulavam queda de mais de 20% no ano, subiram quase 7% após o fechamento do mercado.

Os números mostram que a aposta da Oracle em data centers começa a dar retorno, ajudando a empresa a fechar mais contratos corporativos. A carteira de receitas totalizou US$664 bilhões no fim do trimestre, ante US$638 bilhões nos três meses anteriores. Analistas estimavam US$639,89 bilhões, segundo a Visible Alpha.

A diretora financeira Hilary Maxson disse a jornalistas que a maior parte da receita recém-contratada não exigirá grandes desembolsos para compra de chips. "A grande maioria desses pedidos foi feita por meio de pré-pagamento, no modelo 'traga seu próprio hardware' ou por mecanismo semelhante, portanto, não exigem capital adicional da Oracle", afirmou. "E começamos a observar uma forte conversão de nossa carteira de pedidos em receitas neste trimestre, impulsionando nossos resultados em infraestrutura de computação em nuvem."

A receita do trimestre cresceu 30%, para US$19,3 bilhões, acima da estimativa média dos analistas de US$19,14 bilhões, segundo a LSEG. A companhia registrou despesas de capital de US$28,50 bilhões, incluindo cerca de US$18 bilhões em desembolso líquido de caixa, enquanto analistas esperavam US$19,38 bilhões. No trimestre de junho a agosto, a Oracle colocou 850 megawatts de capacidade em operação.

Para o ano fiscal de 2027, a empresa projeta lucro ajustado por ação de US$8,10, ante previsão anterior de US$8,05, e receita de pelo menos US$90 bilhões. Para o segundo trimestre fiscal, a Oracle prevê aumento de 30% a 34% na receita e lucro ajustado entre US$1,85 e US$1,93 por ação, ambos em linha com as expectativas do mercado.

Nem tudo é otimismo. A queda das ações no ano reflete a preocupação dos investidores com o aumento vertiginoso dos investimentos da companhia, que pressiona o fluxo de caixa livre. Em julho, a S&P Global rebaixou a recomendação de crédito da Oracle, citando fluxo de caixa fraco e maior risco de negócios. Investidores também acompanham o projeto Stargate, em meio a relatos de atrasos na construção ligados a mão de obra, aprovações de licenças e disponibilidade de energia.

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