Oracle supera projeções de receita no 1º tri fiscal com boom da IA
Oracle superou expectativas de Wall Street no 1º trimestre fiscal, elevou a previsão de lucro anual e viu as ações subirem quase 7% após o fechamento. A demanda por nuvem e IA sustenta a carteira de pedidos de US$664 bilhões.
A Oracle superou as expectativas de Wall Street para a receita do primeiro trimestre fiscal e elevou sua previsão de lucro anual, segundo a Reuters. O impulso veio da forte demanda por serviços de computação em nuvem, puxada pelos investimentos das empresas em inteligência artificial. As ações da companhia, que acumulavam queda de mais de 20% no ano, subiram quase 7% após o fechamento do mercado.
Os números mostram que a aposta da Oracle em data centers começa a dar retorno, ajudando a empresa a fechar mais contratos corporativos. A carteira de receitas totalizou US$664 bilhões no fim do trimestre, ante US$638 bilhões nos três meses anteriores. Analistas estimavam US$639,89 bilhões, segundo a Visible Alpha.
A diretora financeira Hilary Maxson disse a jornalistas que a maior parte da receita recém-contratada não exigirá grandes desembolsos para compra de chips. "A grande maioria desses pedidos foi feita por meio de pré-pagamento, no modelo 'traga seu próprio hardware' ou por mecanismo semelhante, portanto, não exigem capital adicional da Oracle", afirmou. "E começamos a observar uma forte conversão de nossa carteira de pedidos em receitas neste trimestre, impulsionando nossos resultados em infraestrutura de computação em nuvem."
A receita do trimestre cresceu 30%, para US$19,3 bilhões, acima da estimativa média dos analistas de US$19,14 bilhões, segundo a LSEG. A companhia registrou despesas de capital de US$28,50 bilhões, incluindo cerca de US$18 bilhões em desembolso líquido de caixa, enquanto analistas esperavam US$19,38 bilhões. No trimestre de junho a agosto, a Oracle colocou 850 megawatts de capacidade em operação.
Para o ano fiscal de 2027, a empresa projeta lucro ajustado por ação de US$8,10, ante previsão anterior de US$8,05, e receita de pelo menos US$90 bilhões. Para o segundo trimestre fiscal, a Oracle prevê aumento de 30% a 34% na receita e lucro ajustado entre US$1,85 e US$1,93 por ação, ambos em linha com as expectativas do mercado.
Nem tudo é otimismo. A queda das ações no ano reflete a preocupação dos investidores com o aumento vertiginoso dos investimentos da companhia, que pressiona o fluxo de caixa livre. Em julho, a S&P Global rebaixou a recomendação de crédito da Oracle, citando fluxo de caixa fraco e maior risco de negócios. Investidores também acompanham o projeto Stargate, em meio a relatos de atrasos na construção ligados a mão de obra, aprovações de licenças e disponibilidade de energia.