Paquistão desafia EUA e mantém comércio com Irã; entenda
O Paquistão afirmou que não está obrigado a cumprir sanções unilaterais contra o Irã, a menos que impostas pela ONU, sinalizando que manterá o comércio com Teerã após alerta dos EUA.
O Paquistão afirmou que não está "obrigado" a cumprir sanções unilaterais contra o Irã, a menos que elas sejam impostas pelas Nações Unidas. A declaração sinaliza disposição para continuar o comércio após os Estados Unidos alertarem para possíveis penalidades econômicas contra países que fazem negócios com Teerã.
Islamabad está seguindo seus acordos bilaterais com o Irã e, embora o comércio entre os dois vizinhos permaneça robusto, "há interesse em expandi-lo", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, em coletiva semanal nesta quinta-feira.
O Paquistão recorreu a seus laços com o Irã para negociar a liberação de petroleiros no início do conflito. Os dois países também concordaram em concluir um acordo de livre-comércio para ampliar em mais de três vezes o comércio bilateral, para US$ 10 bilhões.
O país tem tentado equilibrar suas relações com os Estados Unidos e o Irã durante a guerra. Fortaleceu os laços com os EUA no segundo mandato do presidente Donald Trump, especialmente após emergir como importante mediador entre Teerã e Washington. Na semana passada, o chefe do Exército paquistanês esteve no Irã como parte das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio após nova escalada das tensões.
Islamabad também solicitou uma linha de financiamento de US$ 10 bilhões a Washington e espera resposta nos próximos meses, na expectativa de capitalizar a melhora nas relações com a administração Trump.
A posição paquistanesa mostra o esforço do país em manter canais abertos com os dois lados. O comércio com o Irã segue como prioridade, enquanto a aproximação com os EUA avança em frentes como mediação e financiamento. tensões no Oriente Médio sanções internacionais e comércio