Pix amplia participação em bares e restaurantes; veja números
O Pix responde por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do país, segundo pesquisa da Abrasel. O cartão de crédito segue líder, mas o Pix avança entre pequenos estabelecimentos e no Norte e Nordeste.
Pix amplia participação nos pagamentos em bares e restaurantes
O Pix respondeu por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do país, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Embora o cartão de crédito permaneça como principal meio de pagamento, o sistema de transferência instantânea ganhou espaço principalmente entre pequenos estabelecimentos, redes de alimentação rápida e empresas das regiões Norte e Nordeste. O levantamento foi realizado com 2.109 pontos comerciais.
O Pix respondeu por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do país, segundo pesquisa da Abrasel. O cartão de crédito continua líder, com 41,5%, seguido pelo débito, com 25,1%. O Pix cresceu principalmente entre pequenos estabelecimentos e nas regiões Norte e Nordeste.
O que mudou desde a primeira edição da pesquisa
Embora a pesquisa de conjuntura seja mensal, esta é apenas a segunda vez que a Abrasel inclui uma sondagem sobre meios de pagamento. Na primeira edição, em 2024, foram ouvidos 1.466 comerciantes. Na edição de 2024, o Pix respondia por 16,5% das transações. O crescimento ocorreu principalmente à custa do dinheiro em espécie, que hoje representa apenas 8,3% das vendas presenciais.
O cartão de crédito continua liderando em todas as regiões, com participação de 41,5% das vendas, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%. O dinheiro em espécie aparece na sequência, com 8,3%, à frente do voucher, com 4,6%. O cheque, que já foi o principal meio de pagamento no país, responde por menos de 1% das transações.
Pix cresce mais entre pequenos estabelecimentos
A pesquisa também mostrou que a adesão ao Pix é mais intensa entre as empresas de menor porte. Nos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o meio de pagamento responde por 30,4% das vendas de salão e balcão. Entre as empresas com faturamento de R$ 130 mil a R$ 360 mil, a participação é de 22,6%, enquanto nas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão o índice chega a 24%.
O avanço é mais lento entre as empresas com faturamento anual superior a R$ 1 milhão, nas quais a participação do Pix varia entre 14,9% e 17,5% das vendas.
Tipo de estabelecimento influencia o uso do Pix
O tipo de estabelecimento também influencia o uso do meio de pagamento. Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix já representa 24,6% das vendas. Nos restaurantes especializados, a participação chega a 21%. Em bares e casas noturnas, responde por 19,9% das transações, enquanto nos restaurantes que servem refeições completas alcança 17%.
O que diz a Abrasel sobre o avanço do Pix
"O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix conseguiu atender a essas duas necessidades e, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes", afirmou, em nota, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.
Regiões onde o Pix mais cresce
O uso dos meios de pagamento também varia conforme a região do país. O Norte continua liderando o uso do Pix em bares e restaurantes, com participação média de 29,8% nas vendas de salão e balcão, acima dos 25,5% registrados no levantamento anterior da Abrasel e também superior à participação do cartão de débito, de 24,5%. O Nordeste aparece em seguida, com 24,2%, enquanto o cartão de débito responde por 23,4%.
Nas demais regiões, o Pix ocupa a terceira posição entre os meios de pagamento. No Sudeste, representa 18,1% das transações; no Centro-Oeste, 17,9%; e, no Sul, 16,5%. Ainda assim, a Abrasel considera o sistema um meio de pagamento consolidado em todo o país.
Dinheiro em espécie perde espaço
O dinheiro em espécie, por sua vez, continua perdendo espaço. Em todas as regiões, sua participação permanece abaixo de 11% das vendas. Para a Abrasel, os números evidenciam o avanço da digitalização do consumo no país.
"O Pix não é apenas uma forma de pagamento. Ele cria oportunidades para que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências ao consumidor, além de abrir espaço para mais eficiência, inovação e competitividade no setor", concluiu Solmucci.
O que isso significa para o seu negócio
Para o dono de bar ou restaurante, o número de 20,5% não é só estatística. Ele indica que uma parte relevante do faturamento já passa por transferência instantânea, sem taxa de maquininha e com dinheiro na conta no mesmo dia. Quem ainda não aceita Pix, ou aceita sem integrar ao sistema de gestão, corre o risco de perder cliente para o concorrente que oferece essa facilidade.
A pesquisa da Abrasel também mostra que o Pix não é fenômeno de nicho. Ele está presente em todos os tipos de estabelecimento e em todas as regiões, com participação que varia de 16,5% a 29,8%. Isso significa que o cliente já espera pagar com Pix, e o empresário que não se adapta fica para trás.
Para quem fatura até R$ 130 mil por ano, o Pix já responde por 30,4% das vendas. Nesse grupo, o dinheiro em espécie perde espaço rapidamente. Quem ainda opera muito no dinheiro físico precisa revisar o fluxo de caixa e a segurança das transações.
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Perguntas Frequentes
O Pix é o meio de pagamento mais usado em bares e restaurantes?
Não. O cartão de crédito lidera, com 41,5% das vendas, seguido pelo débito, com 25,1%. O Pix aparece em terceiro, com 20,5%.
Quanto o Pix cresceu desde a primeira pesquisa da Abrasel?
Na edição de 2024, o Pix respondia por 16,5% das transações. Agora, representa 20,5%, um crescimento de 4 pontos percentuais.
Em quais regiões o Pix é mais usado?
No Norte, com 29,8% das vendas, e no Nordeste, com 24,2%. No Sudeste, representa 18,1%; no Centro-Oeste, 17,9%; e no Sul, 16,5%.
O dinheiro em espécie ainda é relevante?
Sim, mas perde espaço. Representa 8,3% das vendas presenciais, abaixo dos 11% em todas as regiões.
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