Economia

Preços dos semicondutores têm em julho o maior aumento desde 2022

ResumoOs preços dos semicondutores registraram em julho o maior aumento desde junho de 2022, conforme dados da S&P Global. As pressões sobre os preços permanecem elevadas, afetando setores como artigos elétricos e transporte. O crescimento reflete a persistência de custos altos na cadeia de suprimentos, sem sinais imediatos de alívio no mercado global de componentes eletrônicos.

Os preços dos semicondutores enfrentaram em julho um aumento significativo, o maior desde junho de 2022. Pesquisas da S&P Global indicam que as pressões sobre os preços ainda permanecem elevadas. Neste contexto, diversos setores, como artigos elétricos e transporte, também aprese

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 04 de agosto de 2026
Conmebol rompe silêncio e anuncia reunião para avaliar propo

Preços dos semicondutores têm em julho o maior aumento desde 2022, diz S&P Global

As pressões globais sobre os preços de commodities e cadeias de suprimentos tiveram leve alívio em julho em relação a junho, mas ainda se mantiveram em patamares elevados, de acordo com as mais recentes pesquisas com gerentes de compras (PMI) da S&P Global. Os preços dos semicondutores, em particular, registraram o maior aumento desde junho de 2022.

Segundo a S&P Global, o indicador global de preços e abastecimento de commodities caiu de 3,2 em junho para 2,4 em julho, atingindo o seu nível mais baixo em cinco meses. Das 26 commodities monitoradas na pesquisa, 21 registraram aumentos de preços acima da média, com os semicondutores liderando a subida, apresentando aumentos de preços no nível mais alto em mais de quatro anos. Além disso, aumentos acentuados também foram reportados para artigos elétricos e transporte.

Os preços do petróleo subiram solidamente, embora o respectivo índice tenha caído para o seu nível mais baixo desde março.

O índice de quebra de abastecimento desceu ligeiramente em julho, de 1,9 em junho para 1,8 no mês passado. O petróleo registou o maior número de relatos de quebras de abastecimento, com rupturas a pouco mais de oito vezes o nível habitual. No geral, 12 das 20 commodities monitoradas registraram relatos de quebras de abastecimento acima da tendência de longo prazo, com artigos elétricos, semicondutores, aço inoxidável e cobre registrando aumentos acentuados nas quebras reportadas.

Segundo avaliação de Usamah Bhatti, economista da S&P Global Market Intelligence, o início do segundo semestre trouxe um novo alívio nas pressões sobre preços e sobre o abastecimento para os fabricantes globais, embora ambas se tenham mantido confortavelmente acima das suas tendências de longo prazo.

"A pressão sobre as cadeias de abastecimento pouco se alterou em julho, com as quebras de fornecimento reportadas permanecendo quase o dobro da tendência de longo prazo. Mais de metade das commodities monitoradas registraram rupturas acima da média, com os relatos mais graves observados para o petróleo. Com mais de oito vezes o nível habitual, as quebras de fornecimento reportadas para o petróleo intensificaram-se novamente, sugerindo que a trégua observada em junho foi breve", alertou Bhatti.

Após as hostilidades no Médio Oriente escalarem novamente durante julho, a resiliência das cadeias de abastecimento globais de commodities e de produção industrial será provavelmente testada mais uma vez, adicionando outra camada de incerteza para a economia global. ~622 palavras.

Leia também

Publicidade