Economia

Ray-Ban: briga de família que pode desmontar império de € 40 bi

ResumoEssilorLuxottica, controladora da Ray-Ban, enfrenta disputa familiar entre herdeiros do fundador Leonardo Del Vecchio sobre governança e sucessão. O conflito envolve o controle de participações societárias avaliadas em € 40 bilhões, com risco de fragmentação do grupo óptico. A briga judicial pode afetar a estabilidade operacional da empresa, que detém marcas como Ray-Ban e Oakley, e impactar decisões estratégicas de longo prazo.

A briga entre os herdeiros do fundador da EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban, pode desmontar um império de € 40 bilhões. Entenda o que está em jogo.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 05 de agosto de 2026
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Ray-Ban: a briga de família que pode desmontar um império de € 40 bi

Se você acompanha o mundo dos negócios, já deve ter ouvido falar da EssilorLuxottica, a gigante dona da Ray-Ban. O que talvez você não saiba é que uma disputa familiar pode estar colocando em risco um império avaliado em € 40 bilhões.

O que está acontecendo com a Ray-Ban?

A holding familiar Delfin Sarl, maior acionista da EssilorLuxottica, enfrenta uma crise de governança após a morte do fundador Leonardo Del Vecchio. O magnata designou oito herdeiros, mas não previu os anos de disputas que se seguiram.

Quem são os herdeiros de Leonardo Del Vecchio?

O fundador deixou seis filhos de três mães, com idades entre 22 e 69 anos, além da viúva Nicoletta Zampillo e do enteado Rocco Basilico. Cada um recebeu 12,5% da Delfin, mas nenhum ficou no comando.

A proposta de compra que fracassou

Leonardo Maria Del Vecchio, filho homônimo do fundador, ofereceu-se para comprar a participação de dois irmãos, Luca e Paola. O plano de € 10 bilhões daria a ele 37,5% da empresa familiar, mas a proposta fracassou após a queda nas ações da EssilorLuxottica.

O impacto no valor de mercado

As ações da EssilorLuxottica caíram 49% abaixo da máxima atingida em novembro, quando o otimismo com a parceria de óculos com IA estava no auge. Isso representa uma redução de € 23,4 bilhões no portfólio da família.

O que pode acontecer com a Ray-Ban?

Uma alternativa em discussão é separar a participação central em óculos das ações bancárias e de seguros. A família também busca um consultor externo para mediar o acordo.

Perguntas Frequentes

A Ray-Ban pode deixar de existir?

A marca não deve desaparecer, mas a disputa familiar pode afetar a gestão e o valor da empresa controladora.

Quem é o principal acionista da EssilorLuxottica?

A holding familiar Delfin Sarl é a maior acionista da gigante de óculos.

O que motivou a briga entre os herdeiros?

A estrutura deixada pelo fundador exige quase unanimidade em decisões importantes, criando um obstáculo para os membros divididos da família.

A disputa pode afetar o preço dos óculos Ray-Ban?

A instabilidade na governança pode influenciar o desempenho das ações, mas não há indicação direta de impacto nos preços ao consumidor.

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