Economia

Greve de motoristas de ônibus no Rio: frota reduzida e 30 veículos depredados

A greve de motoristas de ônibus no Rio de Janeiro deixou a frota reduzida e resultou na depredação de 30 veículos, segundo o sindicato. Entenda os motivos e os impactos para a população.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 30 de junho de 2026
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Greve de motoristas de ônibus no Rio: frota reduzida e 30 veículos depredados

A greve de motoristas de ônibus no Rio de Janeiro, iniciada na manhã desta quarta-feira (12), paralisou parte da frota e resultou na depredação de 30 veículos, segundo o Sindicato dos Rodoviários. A paralisação afeta linhas em bairros da zona norte, zona oeste e centro, com relatos de pontos de concentração e bloqueios. A prefeitura e a Polícia Militar acompanham a situação.

O que diz o sindicato sobre a depredação dos 30 ônibus

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, os 30 veículos depredados foram alvo de ataques durante a madrugada e a manhã, em ações que visam pressionar a categoria a aderir à greve. O presidente do sindicato, Marco Antônio, afirmou que a depredação é uma "resposta à intransigência das empresas" e que a categoria não se responsabiliza pelos danos. "A violência não é nossa bandeira, mas a situação é de extremo desespero", disse em nota.

A depredação incluiu quebra de vidros, pneus furados e danos a painéis elétricos, segundo relatos de motoristas. A polícia investiga se os ataques foram coordenados.

Por que os motoristas de ônibus estão em greve no Rio?

A greve foi deflagrada após o fracasso das negociações salariais com o Sindicato das Empresas de Ônibus (Rio Ônibus). Os rodoviários pedem reajuste salarial de 15%, equiparação de vale-refeição e melhores condições de trabalho, como redução da jornada e fim das escalas extras. As empresas ofereceram 8% de reajuste, o que foi rejeitado em assembleia na segunda-feira (10).

A Rio Ônibus, em nota, classificou a greve como "ilegal e abusiva" e informou que recorrerá à Justiça do Trabalho para garantir a circulação de 80% da frota em horários de pico.

Impactos na frota e na mobilidade urbana

A frota de ônibus no Rio opera com cerca de 40% da capacidade normal, segundo a Rio Ônibus. As linhas mais afetadas são as que ligam a zona norte ao centro, como a 234 (Irajá x Castelo) e a 457 (Madureira x Candelária). Usuários relatam esperas de mais de uma hora nos pontos.

A prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, informou que está monitorando a situação e que acionou a Polícia Militar para garantir a segurança dos passageiros e dos veículos. A CET-Rio montou operação especial para orientar o trânsito nas áreas de maior concentração.

Reação das empresas e da prefeitura

A Rio Ônibus, que representa 40 empresas do setor, pediu à Justiça do Trabalho que declare a greve ilegal e determine a manutenção de 70% da frota. A empresa alega que a paralisação "fere o direito de ir e vir" e que os rodoviários não cumpriram o aviso prévio de 72 horas.

A prefeitura, por sua vez, informou que vai multar as empresas que não mantiverem a frota mínima, conforme a legislação municipal. A multa pode chegar a R$ 50 mil por veículo parado multas por descumprimento de frota mínima.

Como fica o transporte durante a greve

Para quem depende do ônibus, a orientação é buscar alternativas como metrô, trem, BRT ou transporte por aplicativo. A SuperVia e o MetrôRio informaram que operam com capacidade normal, mas podem ter aumento de demanda. A prefeitura liberou o uso de faixas exclusivas para ônibus para veículos de emergência e táxis.

A população pode acompanhar a situação em tempo real pelos perfis oficiais da CET-Rio e da Rio Ônibus no Twitter.

Perguntas Frequentes

A greve é por tempo indeterminado?

Sim, a greve foi deflagrada por tempo indeterminado até que as negociações avancem. Uma nova assembleia está marcada para sexta-feira (14) para avaliar a proposta das empresas.

Quantos ônibus foram depredados?

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, 30 veículos foram depredados até o momento. A polícia investiga se os ataques foram coordenados.

O que a prefeitura está fazendo?

A prefeitura monitora a situação, acionou a Polícia Militar e pode multar as empresas que não mantiverem a frota mínima. A CET-Rio montou operação especial.

Como denunciar problemas?

A população pode denunciar problemas de transporte pelo telefone 1746, da prefeitura, ou pelo aplicativo Rio 1746.

As empresas vão pagar multa?

Sim, a prefeitura informou que vai multar as empresas que descumprirem a frota mínima. A multa pode chegar a R$ 50 mil por veículo parado.

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